Terça-feira, 3 de Março de 2026

Claro vê competição suficiente no mercado de telecom

Para o presidente da Claro, José Félix, o setor de telecomunicações não precisa de medidas competitivas para estabelecimento de novos players. Ao contrário, o executivo defendeu uma “organização” da cadeia que resulte em empresas “sadias”, capazes de arcar com altos volumes de investimentos.

“Não precisamos de mais competição, precisamos de organização. Competição já temos demais”, declarou Félix, durante participação no Painel Telebrasil 2025. “O setor requer muito investimento e para isso o que se requer são empresas sadias. Não é através de empresas débeis que teremos o volume de investimento necessário”.

Os comentários ocorreram após decisões recentes da Anatel, que nas últimas semanas recuou de incentivos planejados para novos players no mercado móvel. Já na banda larga, a agência tem empreendido esforços de regularização, iniciativa considerada bem-vinda por Félix em conversa com jornalistas.

“Chegou a hora de limpar e de ver quem é sério e quem não é, ao invés de ficar achando que o problema do País é competição. O problema do País é organização e planejamento”, declarou.

Regulação de IA
Aos jornalistas, Félix também defendeu a necessidade de uma regulação pouco restritiva no mercado de inteligência artificial (IA). Como mostrou TELETIME, uma política nacional de IA pode ser aprovada ainda neste ano.

“Tenho dito sempre que eu posso: temos que deixar o mais aberto possível. Se fechar demais, vai ser um problema”, afirmou o presidente da Claro. Ainda segundo Félix, o papel das telecomunicações na consolidação da IA deve ir além da infraestrutura, embora ainda haja dúvidas no ar sobre como inserir a tecnologia em ofertas.

Ruídos
Já à plateia do Painel Telebrasil, José Félix declarou que o volume investido pelas empresas estrangeiras no setor de telecomunicações aponta um cenário de otimismo com a economia brasileira, apesar dos desafios como carga tributária.

Porém, o executivo também lamentou “ruídos” que têm desafiado a segurança jurídica de aportes no Brasil. “Vivemos um momento em que os ruídos atrapalham, e eventualmente assustam quem está olhando de fora”, ponderou.

Compartilhe: