Claro quer leilão de 6 GHz fora da próxima agenda regulatória da Anatel
A Claro aproveitou a consulta pública sobre a Agenda Regulatória 2027-2028 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para defender a exclusão do leilão de 6 GHz do planejamento de curto prazo da agência.
No âmbito da Consulta Pública nº 25, encerrada na última semana, a operadora propôs a retirada de item que prevê edital para o certame no fim de 2028. A medida, segundo a tele, preservaria a “flexibilidade regulatória para que eventual licitação da faixa de 6 GHz ocorra em momento mais adequado sob as perspectivas técnica, econômica e concorrencial”.
“A inclusão da elaboração do edital na Agenda Regulatória 2027-2028 mostra-se prematura diante do atual estágio de maturidade do ecossistema tecnológico associado à faixa”, apontou a Claro.
A empresa indicou que ainda não se observa disponibilidade ampla e consolidada de dispositivos, módulos de Internet das Coisas, equipamentos de acesso fixo sem fio (FWA) ou terminais compatíveis em escala comercial suficiente. Ainda assim, a empresas reiterou que a parcela superior da faixa (6425–7125 MHz) deve ser elemento essencial no futuro das redes móveis.
Claro destaca compromissos
Como as operadoras ainda executam as obrigações de investimento assumidas no âmbito do Leilão do 5G de 2021, a licitação precoce do 6 GHz também poderia gerar sobreposição de compromissos regulatórios, argumenta a Claro.
“Assim, a futura discussão sobre a licitação da faixa de 6 GHz deverá ocorrer em momento de maior maturidade tecnológica e de consolidação dos investimentos decorrentes do Leilão do 5G”, finaliza a operadora, em breve contribuição à consulta pública da Anatel.
Na ocasião, a postergação do leilão de 6 GHz também foi defendida pela Vivo, ao passo que provedores regionais reunidos na Abrint defenderam que a Agenda Regulatória 27-28 traga um item voltado aos estudos de convivência entre serviços móveis e Wi-Fi na faixa.
Já empresas de satélites reunidas na Abrasat defenderam que a Agenda da Anatel considere a avaliação dos impactos sobre os sistemas satelitais que utilizam a faixa de 6 GHz, especialmente os enlaces de subida (Terra-Espaço) do
Serviço Fixo por Satélite (FSS), assegurando proteção adequada contra interferências prejudiciais e permitindo convivência.
