Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Claro cresce 6% em receitas no segundo trimestre, puxada pelo móvel

A Claro obteve receita líquida de R$ 12,8 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 22. O grande destaque do período foi o serviço móvel (saiba mais abaixo).

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 5,78 bilhões, avançando 8,5% em relação ao segundo trimestre de 2024. A margem Ebitda subiu um ponto percentual na comparação anual, ficando em 45,1%.

Confira, a seguir, os principais números da operadora:

Receita líquida total: R$ 12,831 bilhões (+6%);
Receita móvel: R$ 7,041 bilhões (+9,1%);
Receita fixa e outros: R$ 5,153 bilhões (+1,7%);
Ebitda: R$ 5,786 bilhões (+8,5%);
Margem Ebitda: 45,1% (+1 p.p.)
Serviço móvel
A receita líquida da operação móvel teve alta de 9,1% no segundo trimestre, ante o mesmo intervalo do ano passado, somando R$ 7 bilhões.

A operadora atribui o avanço a “uma conjunção de fatores”, incluindo liderança na portabilidade, expansão da base de pós-pago e aumento de 9% da receita média líquida por usuário (ARPU, na sigla em inglês).

Segundo o balanço, a Claro encerrou o segundo trimestre com 88,4 milhões de clientes móveis. Desse total, 56,3 milhões são clientes pós-pagos (67,3% da base). Em 12 meses, a carteira da modalidade ganhou 3,3 milhões de usuários, sendo impulsionada por linhas portadas e migração de clientes pré-pagos.

No pré-pago, a tele fechou o segundo trimestre com 32,1 milhões de clientes. “O 2T25 apresentou forte aceleração em recargas, com destaque para o aumento na participação dos canais digitais próprios, oferecendo mais comodidade e benefícios, com crescimento superior a 24% na comparação anual”, diz a Claro, em trecho do balanço.

Ainda no que diz respeito ao serviço móvel, a tele obteve saldo positivo de 572 mil linhas portadas no intervalo de 12 meses até junho deste ano.

Serviços fixos
Os serviços fixos residenciais cresceram 1,7% no intervalo de abril a junho, somando R$ 5,15 bilhões em receitas. A banda larga fixa teve alta de 3,4%, puxada pelo “aumento da base de assinantes, incremento do ARPU, dentro outros aspectos” – em 12 meses, adicionou cerca de 300 mil clientes ao serviço, totalizando 10,44 milhões de contratos.

A empresa ressaltou que a oferta convergente de serviços fixos e móveis cresceu 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O combo é considerado prioridade pela operadora para “fidelização da base e aceleração do crescimento da receita”.

No segmento B2B, a unidade Claro empresas “manteve no 2T25 o ritmo consistente e contínuo de crescimento de sua receita na comparação anual”, afirma a operadora. O balanço sinaliza crescimento nas verticais de nuvem (+59,1%), telefonia pós-paga (+32,1%), omnichannel (+30,6%), infraestrutura (+15,8%), data center (+8,3%) e M2M/IoT (+8,1%).

A operadora ainda informou que as vendas de aparelhos cresceram 9,1% no segundo trimestre, totalizando R$ 673 milhões em receitas.

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