Sexta-feira, 3 de Abril de 2026

Cerca de 25% dos celulares vendidos no Brasil são irregulares, indica levantamento

Cerca de 25% dos celulares comercializados no Brasil são irregulares. Pelo menos, é o que diz um levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Electrônica (Abinee) a respeito de modelos de dispositivos que não possuem homologação pela Agência Nacional de telecomunicações (Anatel).

Kim Rieffel é vice-presidente de Telecomunicações da Associação Brasileira de Avaliação da conformidade (Abrac) e falou sobre o cenário do chamado “mercado cinza” de aparelhos:

 O que atrai o consumidor para o chamado mercado cinza de celulares é o preço mais baixo, mas, sem a garantia de que o aparelho passou pelos testes de segurança necessários, isso configura um fator de risco. A homologação pela Anatel inclui uma série de verificações, como testes de capacidade técnica, desempenho, segurança elétrica, se os softwares são seguros para os usuários, entre outros.

Em geral, o ato de homologação certifica que os smartphones atendem aos padrões técnicos e regulatórios da agência para operar com as redes de telecomunicações brasileiras. Nesse sentido, o papel da Anatel é o de proteger os clientes de fraudes e produtos de baixa qualidade. Rieffel ainda conclui que:

 Ao adquirir um celular homologado, além da segurança garantida, há também a garantia do funcionamento do aparelho, podendo ser trocado em caso de defeito, resultando em um investimento confiável

Comprar um aparelho não homologado pode trazer riscos ao próprio consumidor. Do mesmo modo, a comercialização desses aparelhos vai contra a legislação, podendo resultar em multas e outras sanções. Os riscos, por sua vez, incluem problemas de compatibilidade, bem como superaquecimento, possíveis explosões e até radiação excessiva.

 

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