Celulares, TVs e PCs devem ficar até 30% mais caros para o consumidor
O bolso do consumidor vai sentir um peso extra na hora de trocar de celular ou comprar uma TV nova. Um relatório da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) aponta que os preços dos eletrônicos podem subir até 30% devido à falta de componentes no mercado mundial.
A grande vilã dessa história é a memória RAM, peça fundamental para o funcionamento de quase tudo que é digital. Com a produção em baixa e a procura nas alturas, o custo para fabricar notebooks, computadores e até consoles de videogame disparou, atingindo o maior patamar dos últimos 20 meses.
O motivo por trás desse sumiço de peças é o avanço da Inteligência Artificial. Gigantes como Google e Microsoft estão comprando estoques gigantescos de chips para seus centros de dados, deixando as fabricantes de eletrônicos comuns no fim da fila de prioridades.
Segundo a Abinee, quase metade das indústrias do setor já sente o impacto direto no custo da matéria-prima. Como as fábricas não conseguem absorver sozinhas esse aumento, o reajuste acaba sendo repassado diretamente para quem compra nas lojas.
A situação é complicada porque abrir novas fábricas de chips demora tempo. Mesmo empresas poderosas como a Samsung não conseguem acelerar a produção de um dia para o outro, o que mantém a oferta de produtos baixa e os preços lá no alto.
Para quem está planejando uma compra, a previsão não é das melhores. A expectativa é que novas unidades de fabricação só comecem a equilibrar o mercado a partir do próximo ano, o que significa que os preços altos devem continuar por um bom tempo nas vitrines.
