Domingo, 31 de Agosto de 2025

Brasileiros preferem roaming a Wi-Fi em viagens ao exterior

Em viagens ao exterior, os brasileiros preferem usar a conexão móvel de suas operadoras, por meio de acordos de roaming internacional, a redes Wi-Fi locais, mostra um estudo divulgado pela Ookla, dona da plataforma Speedtest, nesta terça-feira, 26.

Segundo a Ookla, diferentemente de vizinhos da América Latina (como México, Argentina, Colômbia e Chile), o turista brasileiro tem uma propensão maior a usar o roaming em redes 5G quando está fora do País, especialmente os clientes da Claro. Por outro lado, viajantes brasileiros enfrentam quedas de desempenho ao utilizarem o serviço fora.

O relatório indica que, por parte dos brasileiros, o uso de roaming internacional é mais comum em viagens aos Estados Unidos (24,4% do tráfego internacional de dados). Na sequência, aparecem Argentina (8,2%), Portugal (7%) e Paraguai (6,1%).

Roaming entre operadoras
Com base em viagens aos Estados Unidos nos últimos 12 meses, o estudo mostra que 43,5% dos usuários da Claro se conectam a redes móveis 5G no território norte-americano. O percentual é superior ao uso do Wi-Fi (41,3%). Outros 15,2% usam redes 4G, ampliando a proporção da conectividade móvel para 58,7%.

No caso dos clientes da Vivo, o uso do Wi-Fi cresce (46,4%). Contudo, somando o uso do 5G (41%) e do 4G (12,6%), nota-se que o roaming de telefonia móvel ainda é a opção de preferência (53,6%).

A conexão ao Wi-Fi só alcança mais da metade dos usuários da TIM (52,5%), seguida pela conectividade 5G (35,8%) e 4G (11,7%) em roaming internacional.

Perda de desempenho
Apesar de o relatório indicar uma preferência pelo uso das redes móveis em viagens internacionais, o brasileiro costuma enfrentar uma perda de desempenho fora do País comparado à capacidade das redes nacionais.

De acordo com a Ookla, o serviço celular da Claro apresenta uma velocidade média de download de 170,8 Mbps no Brasil, mais de duas vezes superior à média em roaming internacional, que é de 80,4 Mbps.

Na rede da Vivo, a diferença é ainda mais gritante. A velocidade média de download no Brasil é de 204,1 Mbps. Fora do País, por meio de roaming, cai para 46,9 Mbps. O relatório não apresenta um comparativo para o serviço da TIM.

Mudanças no mercado
A Ookla ressalta que o mercado de roaming internacional está passando por uma mudança significativa. A saída da Telefónica de diversos países da América Latina, por exemplo, deve afetar os contratos de roaming na região.

Além disso, a consultoria destaca que a expansão da tecnologia eSIM também pode afetar as receitas com roaming. Isso porque, em vez de recorrer a pacotes de roaming de suas operadoras, os usuários podem contratar planos de dados locais ou regionais quando estiverem fora de seus países – em geral, são mais baratos.

De todo modo, a Ookla pontua que a qualidade e a cobertura da rede ainda são levadas em conta no momento de optar ou não pelo uso do roaming.

“Grandes operadoras móveis fora da região estarão observando atentamente a construção de redes 5G na América Latina, enquanto decidem como manter seus próprios clientes de roaming conectados”, aponta. “As operadoras latino-americanas que conseguem oferecer uma experiência 5G confiável e de alta velocidade podem ter mais chances de fechar esses acordos”, complementa.

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