Brasil registra aumento no acesso à televisão, mas queda na TV aberta tradicional
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 24, o suplemento sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), que investigou o acesso à televisão em 2024. O levantamento revelou que 93,9% dos 80,1 milhões de domicílios particulares permanentes do Brasil possuíam televisão em 2024. A proporção foi de 94,5% na área urbana e 89,0% na rural.
As regiões Sudeste e Sul apresentaram as maiores proporções de domicílios com televisão, com 95,8% e 95,6%, respectivamente. A Região Norte registrou o menor percentual, com 88,1%. Em comparação a 2023, o número de domicílios com televisão aumentou em todas as Grandes Regiões. No entanto, em termos de proporção, todas, exceto a Região Nordeste que teve um acréscimo de 0,2 ponto percentual (p.p.), registraram variação negativa. As maiores reduções, de 0,7 p.p. em ambas, ocorreram nas regiões Sudeste e Norte.
O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios com televisão foi de R$ 2.107, valor 59,7% superior ao rendimento de R$ 1.319 dos domicílios sem televisão em 2024. Em 2023, essa diferença foi de 71,3%.
Menos TV aberta
Em 2024, foram estimados 65,1 milhões de domicílios com recepção de sinal analógico ou digital de televisão aberta por meio de antena convencional, o que compreendia 86,5% dos domicílios com televisão do Brasil. Esse dado representa uma queda em comparação a 2023, quando o percentual era de 88,0%. Na área urbana, esse percentual foi maior do que na área rural, com 87,3% contra 80,5%.

A Região Sudeste apresentou o maior percentual (87,3%) dos domicílios com esse tipo de recepção de sinal , enquanto a Região Norte registrou o menor (85,2%). Em todas as Grandes Regiões, esse percentual tem apresentado quedas desde 2022 , apesar de ter alguma estabilidade no número de domicílios com antena convencional.
Telas finas
Entre 2023 e 2024, o número de domicílios com televisão de tela fina aumentou de 68,5 milhões para 71,3 milhões. Em contrapartida, houve uma retração nos domicílios com televisão de tubo, passando de 6,8 milhões para 5,0 milhões. Essa tendência de substituição das televisões de tubo por telas finas tem sido observada desde 2016.

O percentual de domicílios com somente televisão de tela fina subiu de 90,8% para 93,4% entre 2023 e 2024. Aqueles com somente televisão de tubo caíram de 7,2% para 5,2%. Os domicílios com ambos os tipos de televisão também registraram redução, passando de 2,0% para 1,4%. Esses movimentos foram observados em todas as Grandes Regiões. Em 2024, as regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram os maiores percentuais de domicílios com somente televisão de tela fina. Por outro lado, a Região Nordeste teve o maior percentual de domicílios com somente televisão de tubo.
O nível do rendimento médio mensal real domiciliar per capita em domicílios com televisão de tela fina foi mais elevado do que naqueles com televisão de tubo. Essa diferença foi ainda mais acentuada entre os domicílios que possuíam somente um desses dois tipos de televisão. No Brasil, o rendimento nos domicílios com televisão de tubo (R$ 1.133) representou 52,4% do rendimento nos que tinham televisão de tela fina (R$ 2.162). Nos domicílios onde havia somente televisão de tubo (R$ 952), o rendimento compreendia apenas 43,9% daqueles nos quais tinham somente televisão de tela fina (R$ 2.170).
