Terça-feira, 3 de Março de 2026

Brasil pode liderar revolução em energia renovável, afirma diretor da Aneel

Durante o painel “Tecnologia, regulamentação e sustentabilidade: novos caminhos para a competitividade na indústria elétrica e eletrônica”, realizado no 1º Congresso da Indústria Eletroeletrônica, realizado semana passada em São Paulo, Sandoval de Araújo Feitosa Neto, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), defendeu que o Brasil reúne condições para liderar uma revolução global na produção de energia renovável.

Para ele, a combinação entre políticas públicas consistentes, investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a forte presença da indústria eletroeletrônica cria um ambiente favorável para avanços regulatórios e tecnológicos. Feitosa disse ainda que o País conquistou uma modernização industrial que provê a capacidade para ampliar a competitividade, gerar empregos e consolidar a sustentabilidade como eixo central da economia.

“O Brasil reúne condições únicas para ser referência mundial na transição energética, unindo uma matriz já fortemente renovável à capacidade de inovação tecnológica e de produção que a nossa indústria vem consolidando ao longo dos anos”, afirmou Feitosa.

Abinee também destaca papel da indústria para a energia renovável no Brasil
Representando a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Israel Guratti salientou a importância da aproximação entre a indústria e os reguladores, destacando que o debate permitiu apresentar soluções que reforçam o papel do setor no desenvolvimento econômico e social. Ele ressaltou que a interação com órgãos como a Aneel e o Ministério de Minas e Energia (MME) é essencial para ampliar a oferta de produtos seguros, confiáveis e acessíveis.

“As soluções do setor elétrico e eletrônico expostas na FIEE (feira que ocorreu em paralelo ao congresso) mostram como a indústria pode prover produtos cada vez mais seguros, confiáveis, eficientes e sustentáveis, garantindo ao consumidor energia de qualidade com custo compatível”, afirmou Guratti.

 

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