Brasil deve ser um dos principais mercados globais de D2D
Para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil tem potencial para se tornar um dos principais mercados globais de conectividade via satélite diretamente ao dispositivo (direct-to-device, ou D2D).
Segundo Kim Mota, gerente de espectro da Anatel, três ou quatro dos principais players do ecossistema D2D podem ativar serviços no País entre 2026 e 2027, segundo interações de empresas que buscaram a Anatel para tratar do tema.
“Há um interesse muito grande e expressivo de operadoras estrangeiras”, apontou Mota, notando que o País costuma ser o segundo mercado para diversas empresas do gênero. A profissional participou nesta segunda-feira, 13, do Fórum de Operadoras Inovadoras, promovido pelo Mobile Time e TELETIME em São Paulo.
O fato da conectividade via satélite na banda larga já ter se tornado relevante por aqui também indica que o mesmo pode ocorrer no serviço móvel, entende a gerente da Anatel.
“Há uma demanda reprimida em localidades onde não tem infraestrutura terrestre”, apontou Mota, avaliando que a tecnologia D2D não deve ser concorrente, mas complementar à conectividade tradicional.
Caminhos
Segundo a Anatel, o Brasil tem tomado passos regulatórios para atrair serviços D2D, como a criação de um sandbox regulatório para experimentação da tecnologia no País. Ao lado dos Estados e da União Europeia, o País teria uma das regulações mais modernas no tema, avalia Mota.
A gerente da Anatel também traçou dois caminhos para a materialização do D2D: um envolve parcerias entre operadoras de satélites e teles, abrindo caminho para o uso do espectro já alocado ao setor móvel. Para tal, são necessários satélites com capacidade de operação nessas faixas.
Outra possibilidade é que o D2D seja ofertado a partir do espectro já utilizado pelas satelitais em serviços como o MSS. Neste caso, torna-se necessário o desenvolvimento de dispositivos compatíveis com tais faixas, processo este que pode ser um pouco mais lento, avalia Mota.
