Sexta-feira, 3 de Abril de 2026

Band e Globo apostam na combinação de slicing e rede privativa para transmissões

Em um mundo cada vez mais conectado, transmitir grandes eventos é um desafio para as emissoras de televisão. A conectividade e o sistema de comunicação precisam ser compartilhados com o público presente e, com isso, pode haver ruídos, interferências, entre outros obstáculos. Para garantir que a transmissão ao vivo seja praticamente simultânea, Band e Globo apostam na combinação do network slicing com a criação de redes privativas.

Durante o MPN Fórum, evento promovido por Mobile Time em São Paulo, nesta quinta-feira, 27, as emissoras compartilharam suas estratégias para a entrega de imagem e som ao vivo às telas. Ambas estão realizando testes desde o ano passado e utilizaram a combinação nas transmissões de eventos esportivos, como Stock Car e Fórmula 1 na Band, ou de entretenimento, como The Town e Rock in Rio, na Globo.

“Vemos aplicações diferentes para cada um deles. Nem sempre teremos tempo para solicitar à Anatel autorização para ter uma rede privativa. Sem previsibilidade o slicing entra, mas em eventos programados o intuito é usar os dois”, explica Ítalo Aureliano, engenheiro de projetos da emissora paulista. Para ele e Douglas Militão, coordenador de engenharia de transmissão da Band, a nova estratégia depende apenas da aprovação da diretoria.

Tiago Facchin, gerente de tecnologia da Rede Globo, disse no evento que o uso de redes privativas não é novidade na emissora, mas em transmissões de grandes eventos, a estratégia muda. “Temos condições de associar nossos chips com os das redes públicas. Ao considerar uma produção mais ampla, a gente consegue disponibilizar uma parte da cobertura da operadora. Precisamos variar para conseguir escoar o sinal”, afirma Facchin.

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