Terça-feira, 3 de Março de 2026

Associação de provedores do DF lança campanha Poste Limpo

A Associação dos Provedores de Internet do Distrito Federal (Aspro) lançou nesta quarta-feira, 24, a campanha Poste Limpo DF, cujo objetivo é organizar os cabos de telecomunicações instalados em postes.

O programa está aberto à participação de provedores de banda larga, órgãos públicos e instituições da sociedade civil. Segundo a entidade, a iniciativa vai pôr em prática mutirões periódicos para retirada de cabos obsoletos , o que deve contribuir para “redução da poluição visual” e “fortalecimento da infraestrutura de Internet na capital”.

O programa inclui o “Dia D – Poste Limpo DF”, uma ação na qual equipes técnicas dos provedores afiliados à associação vão organizar os cabos e retirar os fios sem uso. Também haverá campanhas para adoção de normas técnicas de fixação de cabos.

A expectativa da Aspro é de que a iniciativa melhore a paisagem urbana, aumente a segurança contra acidentes com cabos, diminua a incidência de curtos-circuitos e abra oportunidades para expansão do serviço de banda larga por meio de provedores do DF.

“O poste é um bem público concedido. O uso justo e organizado dessa infraestrutura é fundamental não só para os provedores, mas para a população que depende da Internet, afirmou Rodrigo Oliveira, presidente da Aspro, em nota. “É uma ação coletiva, que precisa do engajamento de todos para que Brasília tenha postes mais limpos, seguros e conectividade acessível para todos”, complementou.

Preço
Paralelamente, a Aspro indica que a campanha vai aumentar o engajamento nas negociações sobre o preço cobrado pela Neoenergia Brasília, distribuidora de energia elétrica que atende à região, para fixação dos cabos de fibra óptica nos postes.

A associação alega que “o DF tem a tarifa de compartilhamento mais cara do País”, ao preço de R$ 13,46 por ponto de fixação. O valor, além de maior do que o preço de referência estipulado pelas agências reguladores de energia elétrica (Aneel) e telecomunicações (Anatel), “inviabiliza a expansão da rede em regiões menos favorecidas”, sustenta a entidade.

Inclusive, a Aspro trava disputas judiciais contra a Neoenergia sobre a utilização dos postes por provedores de banda larga e o preço cobrado para fixação da fibra nas infraestruturas urbanas.

Na semana passada, a entidade pediu que o governo do DF intervenha nas negociações, uma vez que a distribuidora tem encampado a retirada de cabos dos postes, movimento que ficou mais intenso desde o fim de julho, quando uma liminar que impedia a remoção dos fios foi derrubada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF).

A Neoenergia, por sua vez, alega que remove apenas cabos clandestinos, ou seja, de prestadores que não têm contrato para uso dos postes.

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