Anatel estuda dashboard para segurança cibernética em telecom
A Anatel avalia desenvolver um sistema de compartilhamento de informações de segurança cibernética para o setor de telecomunicações. A ideia é mitigar ameaças e fortalecer as defesas dos prestadores de conectividade, independentemente do porte da empresa.
Em linhas gerais, o projeto envolveria a disponibilização de um dashboard com informações sobre ataques e ameaças cibernéticas. O sistema, para ser eficiente no rastreamento dos ataques, precisa ser alimentado tanto pelas grandes teles quanto por provedores de banda larga, segundo o conselheiro Edson Holanda.
“Tenho certeza de que as grandes empresas têm a sua central, mas as pequenas podem não estar sabendo [dos incidentes]. Então, vamos ter que construir alguma solução de compartilhamento, um dashboard na Anatel com informações compartilhadas”, afirmou Holanda, em evento promovido pelo site Tele.Síntese, nesta terça-feira, 11, em São Paulo.
Segundo o regulador, o sistema funcionaria como um “observatório” do mercado contra ameaças cibernéticas no setor de telecom. Holanda ainda disse que a plataforma deve ajudar “aqueles que não têm condições de ter uma central por conta própria”.
Coordenação em cibersegurança
O conselheiro da Anatel voltou a defender a nomeação da agência como entidade responsável por coordenar as ações de cibersegurança no Brasil. Holanda destacou que a autarquia tem capilaridade física e presença em todo o País, além de já ter um regulamento de segurança cibernética para telecom.
De acordo com o regulador, a agência também considera criar um superintendência específica para a área de cibersegurança. Contudo, a decisão esbarra em questões orçamentárias e de infraestrutura.
Timing do PL de Cibersegurança
Holanda, atual representante da Anatel no Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), também defendeu que o Projeto de Lei (PL) 4.752/2025 inclua as diretrizes propostas no anteprojeto do CNCiber para regular segurança cibernética.
No entanto, levando em conta que o projeto pode demorar para avançar no Congresso, ele apontou a necessidade de os setores públicos e privado adotarem ações voluntárias de cibersegurança.
“O PL vai demorar um pouco para avançar – não antes de novembro, quiçá fevereiro. Mas temos que avançar em marcos voluntários. É necessário ter o enforcement, mas tem que ter o efeito didático tanto com o empresariado quanto com a população brasileira. A ideia é que a gente tenha resiliência com cibersegurança em nível altíssimo”, asseverou.
