Analytics além do BI: Vivo mostra como agentes de IA transformam dados em decisões
Durante o Databricks AI Days, realizado nesta terça-feira (17), especialistas discutiram como o analytics está evoluindo para além do BI tradicional, ao incorporar inteligência artificial e abordagens agênticas para ampliar a capacidade de análise e tomada de decisão nas organizações.
Com o tema “Analytics | Além do BI Legado: Análise Agêntica com AI/BI e Genie + Caso de Sucesso da Vivo (Telefônica Brasil)”, o painel reuniu Felipe Parmigiani – Trainee de Data Analytics da Vivo – e Luiz Roque, Gerente Senior da empresa.
A principal mensagem destacada pelos executivos foi a transição de modelos reativos — baseados apenas em dashboards e relatórios — para uma abordagem proativa e automatizada com o uso de agentes de IA.
Segundo Roque, o desafio inicial da Vivo foi detectar problemas técnicos em sua rede de fibra antes mesmo que os clientes percebessem. Para isso, a empresa utilizou agentes de IA nos próprios modems, capazes de coletar dados e enviá-los continuamente para uma arquitetura em nuvem. “Esses modelos de machine learning traduzem dados técnicos em inteligência acionável. Isso mudou completamente a forma de atuar: saímos de um modelo reativo para um modelo proativo, em escala de milhões de clientes”, destaca o executivo.
Parmigiani reforçou que o diferencial da iniciativa foi permitir que os dados fossem mais acessíveis aos executivos e à áreas não técnicas. O executivo explica que a Vivo “estruturou uma camada sólida de governança e criou instruções customizadas para que os agentes de IA respondessem com contexto de negócio e cuidado com dados sensíveis”. “O mais interessante é que o sistema aprende com interações passadas. Quanto mais a organização usa, mais inteligente ele fica”, afirma.
Os executivos destacam que os ganhos foram expressivos: análises que antes levavam dias ou semanas agora são respondidas em minutos. Além disso, houve redução significativa no esforço de manutenção e no tempo de codificação. “Nossos meses viraram semanas, nossas horas viraram minutos, e as decisões passaram a acontecer no tempo do negócio”, ressalta Roque.
Porém, o Gerente Senior ressalta que apenas a tecnologia não é o suficiente para uma mudança expressiva. “A IA sozinha não resolve, uma arquitetura sozinha não resolve e dados sem contexto muito menos. Quando os dados se encontram com uma arquitetura moderna e com uma IA aplicável, é aí que podemos aumentar a nossa capacidade analítica e aumentar a nossa capacidade de decisão.”
