Algar reduz prejuízo em 2025 com ajustes no modelo operacional
Em um ano marcado por uma estratégia de reposicionamento das operações, a Algar registrou prejuízo líquido de R$ 197 milhões em 2025, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite de quinta-feira, 12. Apesar de negativo, o resultado mostra uma redução de 40,5% em relação ao prejuízo de 2024.
A operadora atribui o prejuízo ao alto volume de depreciação e amortização, além das despesas financeiras elevadas em função das altas taxas de juros. Confira, a seguir, um resumo dos indicadores da Algar em 2025.
Prejuízo líquido: R$ 197 milhões (-40,5%);
Receita líquida: R$ 2,93 bilhões (+3,9%);
Receita B2B: R$ 1,9 bilhão (+1,9%);
Receita B2C: R$ 1,02 bilhão (+7,9%);
Ebitda: R$ 1,2 bilhão (+23%);
Margem Ebitda: 41% (+6,4 pontos percentuais)
Capex: R$ 469,3 milhões (-25,4%);
Alavancagem: 2,28x
Receitas em alta
As receitas da Algar cresceram 3,9% em 2025, para R$ 2,93 bilhões. Os serviços corporativos (B2B), segmento que representa 65% do faturamento da operadora, tiveram alta de 1,9%, totalizando R$ 1,9 bilhão em vendas.
Segundo a empresa, ações de revitalização comercial e a priorização de soluções com rentabilidade atrativa ajudaram a puxar o B2B, incluindo conectividade, serviços TIC e M2M. Por outro lado, produtos com baixas margens, como revendas de softwares, foram desincentivados.
Já as vendas ao consumidor (B2C) foram as principais responsáveis pelo crescimento da Algar em 2025, com o segmento registrando alta de 7,9% e gerando 1,02 bilhão em receitas.
A estratégia focada em banda larga via fibra óptica com a inclusão de serviços complementares à conectividade “tem se mostrado bem-sucedida na monetização da infraestrutura instalada”, indicou a Algar.
Ebitda, alavancagem e capex
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 1,2 bilhão em 2025 (+23%). A margem Ebtida, por sua vez, alcançou 41,1%, registrando avanço de 6,4 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024 (34,7%).
A Algar encerrou 2025 com uma dívida líquida de R$ 2,74 bilhões, baixa de 2,5% ante a registrada em 2024.
“A expansão da geração operacional de caixa, oriunda da melhor performance operacional, somada à disciplina no uso de capital, propiciou que a Companhia atingisse o menor nível de alavancagem desde o final de 2023. O indicador dívida líquida/EBITDA passou de 2,87, no final de 2024, para 2,28, no final de 2025”, pontuou a empresa.
No consolidado do ano passado, a Algar investiu R$ 469,3 milhões, volume 25,4% menor do que no ano anterior, em função da estratégia de “disciplina e otimização no uso do capital”. Desse total, 45,7% foram destinados à ativação de clientes. A proporção do capex sobre a receita líquida ficou em 16%.
Remodelagem do negócio
No balanço, a Algar ressaltou que “o ano de 2025 representou um ponto de inflexão na trajetória recente da companhia”, com o objetivo de “reposicionar a organização para uma trajetória de eficiência e evolução consistente”.
De forma prática, a operadora fortaleceu o modelo de operação regional, apoiando a autonomia das regionais para atuar com maior proximidade ao cliente. Além disso, a empresa adotou Inteligência Artificial (IA) em iniciativas de automação para obter ganhos de produtividade e maior previsibilidade operacional.
“Saímos de um modelo predominantemente reativo e queremos caminhar para uma operação cada vez mais proativa, capaz de antecipar falhas, simplificar jornadas e liberar nossos times para atividades de maior valor agregado”, ressaltou a operadora.
A Algar também destacou a adaptação da marca (de Algar Telecom para apenas Algar) e o encerramento do regime de concessão na telefonia fixa como avanços obtidos no ano passado.
