Algar cresce em receitas, mas dívidas ampliam prejuízo no segundo tri
A Algar ampliou receitas, tanto no varejo (B2C) como no corporativo (B2B), e melhorou o resultado operacional no segundo trimestre, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite da última quinta-feira, 7. Contudo, a empresa registrou mais um período de prejuízo.
Dessa forma, a operadora mineira registrou prejuízo líquido de R$ 57,3 milhões entre abril e junho, em função dos gastos com depreciação e amortização, além das despesas financeiras relacionadas ao seu endividamento. Isso é mais do que o dobro do apurado no mesmo intervalo de 2024, quando as perdas somaram R$ 28,2 milhões.
Em destaque, o volume de depreciação e amortização, destinado à reposição de equipamentos comprometidos pela vida útil, totalizou R$ 236,7 milhões no segundo trimestre deste ano, alta anual de 19,2%.
Já o resultado financeiro apontou uma despesa líquida de R$ 117,3 milhões, um aumento de 11,5% na comparação com o mesmo período de 2024. A alta foi puxada por menores receitas com aplicações financeiras e variações cambiais na venda do direito de uso do caso submarino Monet.
Resposta operacional
Por outro lado, o balanço indica avanços nos resultados operacionais. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado teve expansão de 41,4%, alcançando R$ 299,3 milhões. A margem, por sua vez, subiu para 41,4%, registrando um avanço de 11,1 pontos percentuais (p.p.) no intervalo de um ano.
“Essa evolução é fruto de todas as ações que vêm sendo implementadas pela companhia com vistas ao aumento da eficiência operacional e rentabilidade do negócio”, afirma a Algar, em trecho do informe financeiro.
A empresa também destacou que tem se esforçado para reduzir a alavancagem, indicador que já foi apontado como motivo para rebaixamento do seu rating por agências de classificação de risco. Neste caso, nota-se que fechou o segundo trimestre com alavancagem financeira de 2,76 vezes, contra 2,87 vezes no fim do ano passado.
Receitas
A receita líquida da Algar somou R$ 723,1 milhões no segundo trimestre, alta anual de 3,4%. Responsável por dois terços do faturamento, o B2B cresceu 1,3%, totalizando R$ 471,9 milhões, ao passo que o B2C avançou 7,5%, com as vendas alcançando R$ 251,2 milhões.
No caso do B2B, o crescimento foi puxado pela vertical de produtos TIC (+10,2%). Houve baixa em conectividade (-4,2%), voz fixa (-2,9%) e serviços móveis (-0,4%), especialmente em contratos de M2M (-5,2%).
Já o B2C foi impulsionado, principalmente, por banda larga (+12,8%), incluindo 23,1 mil novos acessos e a adesão de clientes a planos de maior valor. Os serviços móveis tiveram alta de 2,4%, com o pós-pago (+7,1%) compensando a baixa no pré-pago (-14%).
Outros produtos, incluindo serviços de valor agregado (SVAs), também avançaram consistentemente no segundo trimestre (+16,3%). A voz fixa, por outro lado, teve queda de 17,3%.
Somando B2B e B2C, a Algar terminou o segundo trimestre com 831,2 mil assinantes de banda larga (+2,3% em relação ao segundo trimestre do ano passado) e 4,53 milhões de usuários móveis (+8,3%), sendo que 74,2% dos chips são para soluções de M2M.
Capex
Os investimentos tiveram queda de 31,3%, totalizando R$ 101,6 milhões entre abril e junho. A relação capex/receita líquida ficou em 14% no segundo trimestre.
“O foco atual da empresa é o de privilegiar a infraestrutura construída ao longo dos anos e destinar recursos às ações necessárias à execução da sua estratégia, sobretudo, à ativação de clientes, suporte aos produtos TIC & IoT e manutenção das operações”, destacou a Algar.