Quinta-feira, 12 de Março de 2026

Abinee defende que Redata privilegie indústria nacional

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) acredita que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) deve ampliar o conteúdo local, fortalecendo fornecedores locais e consolidando a engenharia e manufatura avançada no País, em especial em um contexto de crescente demanda global por capacidade computacional e inteligência artificial.

A associação ainda afirma a qualidade dos equipamentos para os data centers produzidos no Brasil e diz que são reconhecidos por sua alta tecnologia e por serem fabricados por marcas de renome internacional. “As empresas têm total capacidade e disponibilidade para atender à demanda local e de exportação, caso condições isonômicas sejam implementadas”, afirma o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato.

A entidade entende que, assim, o Redata pode inaugurar um novo marco para a indústria de tecnologia no Brasil. Ao estimular a instalação de data centers e de sua cadeia produtiva associada no território nacional, o programa cria condições para atrair investimentos.

Governo está alinhado
Segundo Barbato, o governo entende essa oportunidade e está alinhando o Redata a outras políticas como o Nova Indústria Brasil (NIB), a Lei de TICs e o Padis. A Resolução 852 do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) também vai nesse sentido. A medida visa estimular a produção instalada no país, o que é um fator positivo diante das oportunidades geradas a partir de políticas como a de data centers e inteligência artificial.

Para produtos que não tenham produção nacional equivalente há a possibilidade de utilização do ex-tarifário, regime que permite reduzir temporariamente a alíquota do imposto de importação sobre bens de capital, informática e telecomunicações.

“Não queremos barrar e fechar as nossas fronteiras, pelo contrário, mas temos que evitar o que chamamos de extrativismo digital. Uma política dessa magnitude deve ser utilizada como um instrumento alavancador para a sua indústria, visando o desenvolvimento produtivo e a soberania tecnológica”, conclui Barbato.

Compartilhe: