Abinee apoia CNI e contesta investigação dos EUA contra o Brasil
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) enviou manifestação ao Escritório do Representante Comercial dos EUA em apoio à Confederação Nacional da Indústria, contestando a investigação aberta em julho pelo governo norte-americano contra o Brasil. O procedimento tem como base a Seção 301 da lei comercial dos EUA, usada para apurar supostas práticas desleais de parceiros comerciais.
Segundo a Abinee, o Brasil não adota medidas “injustificáveis, discriminatórias ou restritivas” contra empresas norte-americanas, como dizem os EUA. A entidade destacou que, no setor eletroeletrônico, o fluxo de comércio é superavitário para os Estados Unidos. Entre janeiro e junho de 2025, o Brasil exportou US$ 1,1 bilhão em bens eletroeletrônicos para o mercado norte-americano e importou US$ 2,4 bilhões, registrando déficit de US$ 1,3 bilhão na balança comercial.
A Abinee também lembrou que diversas empresas de capital com origem nos EUA operam no Brasil e que a regulação aplicada no setor está alinhada às normas internacionais de comércio.
No documento, a Abinee defendeu a reconsideração da investigação pelos EUA e ressaltou a importância da manutenção do diálogo diplomático entre os dois países. A entidade citou que Brasil e Estados Unidos têm cerca de 200 anos de tradição de cooperação bilateral em comércio e cultura, com efeitos positivos para o desenvolvimento econômico e social.
Para o setor eletroeletrônico brasileiro, a previsibilidade das relações comerciais e a confiança mútua são apontadas como fundamentais para manter investimentos e ampliar a competitividade. (Com assessoria de imprensa)