Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

Nokia tem queda de 8% na receita, mas projeta momento de virada

A Nokia reportou resultados financeiros do terceiro trimestre nesta quinta-feira, 17, apontando uma queda de 8% no faturamento global, para 4,32 bilhões de euros. A cifra foi bastante impactada pela divisão de redes móveis, mas a fornecedora também pintou um cenário mais animador para os próximos balanços.

“Estou otimista de que estamos em um momento de virada em muitas partes do nosso negócio, mesmo que algumas unidades continuem a enfrentar fraqueza no mercado”, afirmou o presidente e CEO da companhia finlandesa, Pekka Lundmark, ao divulgar os números.

Segundo a Nokia, uma das boas notícias vem da divisão de infraestrutura de rede, que teve queda de apenas 1% e crescimento orgânico no terceiro trimestre (para 1,5 bilhão de euros). O resultado contrasta com a divisão de redes móveis, cujas cifras no período (1,7 bilhão de euros) representaram queda de 19%.

“Esperamos uma aceleração significativa no crescimento do quarto trimestre em infraestrutura de redes e identificamos várias tendências estruturais de demanda que apoiam esse crescimento futuro. [Já] em redes móveis, embora a dinâmica do mercado seja mais desafiadora, fechamos vários acordos importantes no trimestre e continuamos confiantes em nossa posição competitiva e estamos melhorando nossa margem bruta”.

No detalhamento do balanço, a fornecedora citou o Brasil como mercado onde novos contratos de redes móveis foram conquistados – em provável menção ao acordo recente com a TIM. Especificamente na América Latina, a Nokia teve 222 milhões de euros em vendas no terceiro trimestre, queda de 15%.

Em paralelo, outros elementos que podem beneficiar o balanço da fornecedora daqui para frente são a adoção do 5G no segmento de defesa, a demanda do mercado por APIs de rede, maior atuação no segmento de data centers e benefícios da compra (ainda pendente) da Infinera.

Lucro e finanças
No terceiro trimestre, a Nokia reportou um lucro líquido de 175 milhões de euros, aumento de 32% em um ano. A margem operacional ficou em 5,7%, chegando a 10,5% quando desconsideradas operações que foram descontinuadas.

No balanço, a empresa também afirmou que continua fazendo “progresso significativo” em seu programa de redução de custos, com uma economia bruta de 500 milhões de euros auferida ao longo do ano.

Assim, as metas da fornecedora para o ano seguem inalteradas, com previsão de lucro operacional entre 2,3 bi e 2,9 bilhões de euros neste exercício. Até o momento o indicador marca 1,4 bilhão no acumulado de 2024.

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