Chinesa GalaxySpace quer cooperar com Brasil em satélites LEO
Nesta quinta-feira, 17, o Ministério das Comunicações (MCom) iniciou o primeiro dia de agenda da pasta na China. O ministro Juscelino Filho se reuniu com representantes da GalaxySpace International – empresa chinesa do ramo de satélites de baixa órbita (LEO).
Ao MCom, a empresa informou estar disposta a cooperar com o Brasil na transferência de tecnologia. A GalaxySpace também disse que pode realizar testes no Brasil de sua constelação, que tem hoje sete artefatos.
Juscelino Filho e o comando da Telebras também visitaram a China Academy of Space Technology (Cast), organização do país asiático dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial e à fabricação de satélites.
No encontro, de acordo com o Ministério das Comunicações, ambos os países manifestaram desejo de ampliar as discussões para desenvolver um projeto mais detalhado de cooperação para a construção de um satélite de comunicações para o Brasil com tecnologia chinesa.
“Iniciamos aqui uma série de reuniões que teremos nos próximos dias. Começamos por Pequim, onde nos reunimos com empresas de satélite, do setor aeroespacial e, também, com o governo chinês. Vamos cumprir essa importante missão preparatória para ida do presidente Xi Jinping ao Brasil [em novembro], para participar do G20”, disse Juscelino Filho.
GalaxySpace
No caso da GalaxySpace, a empresa mira a produção de satélites de baixo custo e alta performance. O primeiro satélite de baixa órbita (LEO) deles foi lançado em 2020. De março de 2022 até agora, a startup chinesa tem sete satélites operando nas bandas G, V e Ka, com capacidade total de 48 Gbps, afirmou o MCom.
Ainda segundo informações da pasta, a empresa conseguiria produzir um satélite a cada 10 dias, com peso de cerca de 300 kg cada. Com essa capacidade, seria possível enviar entre 48 e 50 satélites em um único lançamento.
Missão
A visita à China e a interlocução com agentes do setor, incluindo o governo chinês, é uma das estratégias do Brasil para ampliar a concorrência no mercado de satélites por aqui, além de diversificar a oferta de serviços em outras cadeias da economia.
Além de Filho, outros quadros do governo federal também se encontram em missão à China. É o caso de Rui Costa, da Casa Civil, do assessor especial da Presidência, Celso Amorim, e do próximo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo – que mencionou nesta quarta a possibilidade de acordos com a China em infraestrutura, tecnologia e na área financeira.
