Consumo médio de dados do usuário móvel cresce 11% em um ano
O consumo médio de dados do usuário de telefonia móvel brasileiro cresceu 11% em um ano, marcando 5,63 gigabytes (GB) mensais por cliente ao final do segundo trimestre de 2024.
As informações constam em Panorama Econômico-Financeiro do Setor de Telecomunicações publicado pela Anatel nesta terça-feira, 15. O relatório abrange os dados consolidados das grandes operadoras, deixando de fora aquelas que se enquadram na definição de Prestadora de Pequeno Porte (PPPs).
No mercado móvel (dominado quase que completamente pelos grandes grupos), a Anatel calculou que 3,6 bilhões de GBs tenham sido consumidos pelos brasileiros no segundo trimestre. O preço médio por GB praticado pelas teles encerrou junho em R$ 5,55 – o que representa 2,8% de queda no valor em um ano.
Há, contudo, variações regionais nos números. No Piauí, a Anatel calculou um preço por GB de R$ 7,03, considerado o maior do País no intervalo do segundo trimestre. Assim, o consumo médio de um usuário piauiense ficou em 3,75 GB no período, ou o menor entre os estados do Brasil.
Já no Distrito Federal o consumo médio de um cliente móvel chegou a 8,53 GB por mês no segundo trimestre, o maior no período. Na sede da capital federal o custo praticado por GB foi de R$ 4,53, abaixo da média nacional de R$ 5,55. Já o estado com o menor custo por GB no levantamento foi a Paraíba (R$ 4,14).
Cifras
Nacionalmente, a telefonia móvel é mercado com receita média mensal por usuário (ARPU) de R$ 30,34, indicam os números divulgados pela Anatel. Esse valor varia entre usuários pós-pagos (onde o ARPU fica em R$ 48,63) e pré-pagos (onde o tíquete médio é de R$ 11,68).
No segundo trimestre, a receita operacional líquida das operadoras do segmento somou R$ 22,2 bilhões, considerando a venda de pacotes de dados, voz e outros. Somados aos valores para o primeiro trimestre divulgados pela agência em julho, chega-se a uma cifra de R$ 43,7 bilhões em receita operacional líquida do mercado móvel no primeiro semestre do ano.
Já em termos de investimentos, foram R$ 3,1 bilhões no segundo trimestre e cerca de R$ 6,1 bilhões investidos no primeiro semestre, calculou TELETIME a partir dos dados da Anatel.
