Sexta-feira, 10 de Abril de 2026

Algar Telecom do futuro terá soluções digitais no foco, afirma CEO

De volta ao papel de CEO da Algar Telecom, Luiz Alexandre Garcia acredita que o mercado de telecomunicações está enfrentando um momento de grande “disrupção” impulsionada pela fibra, o 5G e também pelos serviços digitais – que podem ser o futuro da indústria, acredita o executivo.

“Se olharmos os balanços das empresas hoje, perto de 70% ou 80% é conectividade e venda de Internet, mas no futuro será o oposto”, refletiu Garcia, em entrevista ao canal do TELETIME. “A conectividade seguirá como grande gerador de caixa, mas seremos provedores de soluções para verticais de negócios. Essa é a visão estratégica da Algar”

“No futuro, se tivermos pacote de soluções bastante adequados, talvez a gente nem precise mais ser dono da Internet do cliente”, completou Garcia, que vê o 5G como parte relevante da estratégia daqui para frente. 

“O 5G, sem dúvida nenhuma, é uma disrupção de tecnologia. Ele é muito mais do que o 4G”, afirma. “Há uma latência muito menor e uma capacidade muito superior.”

Para o CEO da Algar Telecom, as aplicações com 5G serão focadas em segmentos de mercado, como varejo, residencial e smart cities, assim como em portos, aeroportos e hospitais. “É o que nós da Algar Telecom chamamos de soluções verticais de negócios. A China está bastante evoluída com essas soluções, utilizando a tecnologia 5G tanto indoor como outdoor para as diferentes verticais”, afirma.

Neste ano, a Algar Telecom também completou 70 anos. Agora, a empresa se prepara para mais uma virada de página na história do setor no País, com a equalização dos atuais contratos de concessão de telefonia.

“O modelo de telecomunicações no Brasil é de sucesso. Nós nascemos antes da Telebras, depois ela veio e foi muito boa por criar as empresas estaduais, então tivemos a privatização e agora vamos mudar [as concessões] para autorizações. Não tenho dúvida que todas concessões serão transformados, dentro do trâmite necessário, e com isso teremos mais flexibilização para desenvolvimento de negócios de telecom, fechando um ciclo e começando outro muito mais aberto”.

Veja a entrevista completa com Luiz Alexandre Garcia:

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