Missão é digitalizar 50% das empresas do setor do país
O objetivo da Missão 4 da NIB é transformar digitalmente 50% das empresas industriais brasileiras até 2033, com meta intermediária de 25% em 2026, assegurando que a participação da produção nacional triplique nos segmentos de tecnologias emergentes e disruptivas. Atualmente, o percentual de indústrias digitalizadas é de 18,9% (2023).
Por digitalização das empresas, a meta considera o atendimento de, ao menos, três das seis tecnologias entendidas como relevantes para a transformação digital: serviços em nuvem, ERP/CRM, Big Data, robôs de serviço, internet das coisas e inteligência artificial.
A meta aspiracional divulgada quando do lançamento da NIB, em janeiro deste ano, projetava 90% das empresas digitalizadas até 2033, mas, nesse caso, considerava como suficiente o atendimento de apenas uma das seis tecnologias.
Recursos
Os recursos públicos destinados à Missão 4, entre 2023 e 2026, são provenientes do Plano Mais Produção, do Brasil Mais Produtivo e de outros programas governamentais (Lei de TICs, Padis, ações do MCTI). Também entra nessa conta o lançamento das LCDs (Letra de Crédito do Desenvolvimento) do BNDES, que vão incrementar R$ 30 bi às ações do banco nesse período (R$ 10 bi por ano).
As LCDs foram aprovadas pelo Congresso Nacional em julho e regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em agosto. São títulos de renda fixada lançados no mercado, cuja arrecadação será toda voltada para financiar projetos da NIB. Um dos atrativos da LCD, aos que adquirirem os títulos, é a isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas e redução de 25% para 15% no IR de pessoa jurídica.
Investimentos privados
Já os anúncios de investimentos privados somam R$ 85,7 bilhões e estão programados para ocorrer entre 2024 e 2035. Eles envolvem ações de infraestrutura, aquisição de máquinas, P&D, novas plantas e diversificação do parque tecnológico, entre outros projetos. Os anúncios serão feitos por associações que representam empresas do setor de semicondutores e alta tecnologia — Abinee, Abisemi e P&D Brasil — e pela Amazon Web Services.
Com isso, chega a R$ 580,2 bilhões o total de investimento anunciados pelo setor produtivo desde o início deste ano, envolvendo as indústrias automotiva (R$ 130 bi), de alimentos (R$ 120 bi), de papel e celulose (R$ 105 bi), do aço (R$ 100 bi) e da saúde (R$ 39,5 bi).
Esses investimentos estão associados, em grande parte, aos incentivos da NIB e aos programas governamentais conexos, como o Mover, a Depreciação Acelerada e a lei de semicondutores e TICs a ser assinada hoje. O fortalecimento industrial é reflexo, também, da recuperação econômica do país iniciada em 2023, com distribuição de renda, fortalecimento do mercado interno, crescimento do PIB, equilíbrio das contas públicas, inflação sob controle e a aprovação no Congresso Nacional de marcos fundamentais para decisões de investimento, como o arcabouço fiscal e a reforma tributária.
Investimentos privados somam R$ 85,7 bi e estão programados para ocorrer entre 2024 e 2035
