Rock in Rio 2024: Ações de sustentabilidade vão de copo retornável, palco reciclado, energia solar à diversidade de artistas
Começa nesta sexta-feira (13) mais uma edição do Rock in Rio no Rio de Janeiro e, até o dia 22 de setembro, são esperadas 700 mil pessoas entre turistas brasileiros, estrangeiros e cariocas na Cidade do Rock. A estimativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) é que o evento movimente este ano cerca de R$ 2,9 bilhões na economia da cidade.
Mas, sob a ótica da Sustentabilidade, tamanha grandeza também significa um grande impacto negativo no meio ambiente, com toneladas de emissões de gases de efeito estufa (GEE) lançados na atmosfera, toneladas de resíduos gerados e um elevado consumo de energia.
O Grupo Rock World, responsável pela administração do Rock in Rio, do The Town e também do Lollapalooza, já tem desde 2006 metas e ações de sustentabilidade para o festival de rock, mas foi nos últimos anos que as ações amadureceram e ganharam mais profundidade e alcance.
“O festival tem feito um esforço contínuo para evoluir seus processos construtivos, adotando regras mais rígidas e capacitando todas as empresas envolvidas no projeto para garantir que cada edição seja mais sustentável que a anterior”, comenta Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, ao Prática ESG.
As ações se concentram em algumas frentes principais: gestão correta de resíduos com esforços direcionados à reciclagem; uso de materiais com conteúdo reciclado; preferência por energia renovável; compensação de emissões com projeto de reflorestamento; observância de direitos humanos, regras trabalhistas e bem-estar de colaboradores; e inclusão de conteúdos e pessoas diversas.
Para garantir que o compromisso seja honrado, os contratos assinados com parceiros e fornecedores passaram a ter cláusulas de sustentabilidade. “Nossa política de transparência e integridade também foi reforçada para garantir que todas as operações sejam conduzidas de acordo com as melhores práticas ambientais e sociais”, conta a executiva. Também é feito treinamento com equipes sobre o que são as práticas sustentáveis desejáveis. No final de cada evento, também premeia as empresas parceiras que mais se destacaram com o tema da sustentabilidade.
A consultoria Deloitte foi contratada pela terceira edição consecutiva para mapear ações ESG necessárias. Bernardo Nunes, sócio da Deloitte e líder pelo projeto de ESG do Rock in Rio. No caso do Rock in Rio, nosso trabalho envolve precisamente essa análise, por meio de um diagnóstico detalhado e um estudo comparativo das práticas internacionais mais eficazes. Com isso, identificamos oportunidades, riscos e estratégias que levem às recomendações precisas para que o festival alcance suas metas”, explica Bernardo Nunes, sócio da Deloitte e líder pelo projeto de ESG do Rock in Rio.
Entre os compromissos prometidos pela Rock World até 2030 estão alcançar o status de “lixo zero” para aterros; reutilizar, reciclar e valorizar 100% dos resíduos; oferecer 50% de alimentação saudável e sustentável; garantir 100% de satisfação em relação ao bem-estar e à segurança do evento; formar 100.000 pessoas; envolver 100% dos stakeholders na política de sustentabilidade; garantir eventos 100% diversos, acessíveis e inclusivos. “Com essas iniciativas, estamos não apenas fazendo história, mas também construindo um futuro melhor e mais sustentável para todos”, afirma Roberta Medina.
Conheça as principais ações do festival e das marcas parceiras:
Descarbonização
O grupo conta hoje com a consultoria Deloitte para fazer seu inventário de carbono, relatório que mapeia as emissões de gases de efeito estufa e a sua mitigação. Em edições anteriores, a pegada de carbono foi de cerca de 60 mil toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e). Para este ano, não foi divulgada nenhuma previsão, mas espera-se algo semelhante.
O Rock in Rio foi um dos primeiros grandes eventos do mundo a compensar suas emissões. Desde 2006 é carbono neutro, segundo Roberta e, foi o primeiro grande festival do mundo a ter a certificação ISO 20121 – Eventos Sustentáveis.
Até 2016, investia na compra de créditos certificados de carbono provenientes de projetos de descarbonização industrial com benefícios sociais e em projetos de reflorestação. Neste período neutralizou cerca de 430 mil toneladas de CO2e emitidas. De 2016 em diante, passou a mitigar o impacto com reflorestamento por meio de seu projeto socioambiental Amazonia Live. Segundo o site do programa, até agora, foram plantadas 3,6 milhões, especialmente na região dos rios Xingu e Araguaia, na Amazônia. Foi contratada uma auditoria – a Price Waterhouse Coopers (PwC) – para calcular o potencial de captação de carbono do primeiro milhão de árvores.
Segundo Roberta, agora, o foco tem sido reduzir a pegada e mitigar as emissões remanescentes. “Na conta da pegada carbônica incluímos as emissões de carbono associadas ao consumo de energia da rede e de combustível, do tratamento de resíduos, da deslocação e transporte de mercadoria de bandas, equipas da organização, parceiros e fornecedores”, explica.
Em 2022, havia uma subestação de energia extra capaz de alimentar nove stands e um bar, ação que reduziu o consumo de cerca de 30 mil litros de diesel. Nesta edição de 2024, a companhia elétrica Neoenergia instalou 43 postes alimentados por painéis fotovoltaicos para que parte do consumo do festival seja renovável. Além disso, a executiva lembra que 65% da energia da Cidade do Rock é ligada à rede elétrica, que, no Brasil, vem de 80% das fontes de energia também renováveis. O planejamento para o uso do parque de geradores também passou por uma revisão para elevar a eficiência e reduzir o consumo de combustível.
O engajamento de patrocinadores e marcas parceiras é também relevante para que, como um todo, o Rock in Rio tenha um impacto menor ao meio ambiente e também para aproveitar o grande público para trabalhar a conscientização das pessoas.
A companhia de bebidas Heineken, por exemplo, vai trazer uma espécie de usina itinerante, um pequeno caminhão elétrico (truck), que leva um banco de baterias abastecidas com energia solar. Em parceria com a MOE (My Own Energy), o caminhão é reabastecido em um hub dedicado com 60 placas. A empresa também vai usar energia limpa certificada com o I-REC da Raízen Power em suas ativações, selo que rastreia e garante a origem renovável do fornecimento.
Em 2022, a fabricante de bebidas havia instalado uma miniusina formada por placas fotovoltaicas para abastecer as suas ativações durante o festival com energia verde, suficientes para fazer três dos espaços funcionarem durante as duas semanas. A estrutura ficou como legado ao Parque Olímpico.
Gestão de resíduos
O Rock World assumiu o objetivo de ‘lixo zero’ em todas as edições até 2030. Segundo a Deloitte, até ao momento, já houve reciclagem e valorização de 3,5 mil toneladas de resíduos e economia de 3,4 mil MWh de energia e de 58 milhões de litros de água, além de mais de 1 milhão de árvores poupadas.
Em 2022, cerca de 81% dos resíduos gerados no festival foram direcionados à reciclagem. Para este ano, a meta é mais ambiciosa: evitando a geração de 14.000 toneladas de resíduos, o que representa 93% dos resíduos gerados sendo reciclados e valorizados em projetos de economia circular.
“A edição de 2024 reforça esse compromisso, destacando a reutilização de materiais e a eliminação de copos descartáveis na Cidade do Rock, substituídos por opções reutilizáveis, com ações específicas para incentivar o reuso e a devolução para que possa ser usado em várias edições e eventos”, conta Roberta.
No The Town, em 2023, a utilização de copos reutilizáveis foi responsável, sozinha, pela redução de 10 toneladas de resíduos. Cerca de 93% do total de resíduos do evento foi destinado à reciclagem, valorização orgânica e energética.
Entre as marcas, Heineken, Bull, Coca-Cola, Schweppes e Braskem promoverão o reúso dos copos. Em parceria com a Meu Copo Eco, o evento terá, pela primeira vez, opção de copos reutilizáveis, que serão limpos e podem retornar ao público do evento. Os fãs que entrarem nessa parceria receberão um desconto no preço da segunda bebida comprada. No caso da Heineken, o chopp na compra do copo custará R$19,00; com o copo reutilizado, R$15,00. Os clientes poderão levar o copo para casa ou devolver em algum dos bares espalhados pela Cidade do Rock.
Com esta medida, uma das maiores operações de copos reutilizáveis no mundo. o Rock in Rio prevê evitar a geração de mais de 14 toneladas de resíduos.
Segundo a Heineken contou ao Prática ESG, os itens devolvidos serão higienizados e retornarão para a cadeia de eventos da companhia. A empresa já faz esse processo em outros eventos de menor porte. Também vai financiar uma ação com a Associação Nacional de Catadores (ANCAT) de coleta de resíduos nos principais pontos de venda de bebidas no entorno do evento para reduzir o impacto nas redondezas.
A ANCAT também está envolvida na coleta do festival em si. “Continuaremos a parceria com a ANCAT, garantindo não só a separação dos resíduos, mas também a inclusão social e econômica dos catadores, que recebem treinamento, uniformes, diárias pelo serviço e a renda da venda dos materiais recicláveis”, explica a VP da Rock World. Ao final do evento, continua, é feita ainda doação de materiais utilizados para associações, escolas, outros eventos etc.
Ainda internamente, a petroquímica Braskem terá ações com foco em educar e incentivar o consumo consciente, o descarte correto e a reciclagem dos resíduos plásticos. Entre as ações estão a distribuição de tirantes para facilitar o uso de copos reutilizáveis durante os shows e a instalação de 300 lixeiras recicladas em diversos pontos do evento, uma parceria com a Tramontina. No stand, haverá torneira para lavar os copos e jogos que valem brindes, incluindo uma caixinha de som e a bolsa da marca Trama Afetiva produzida com guarda-chuvas
“Nosso patrocínio está alinhado às metas de sustentabilidade da companhia e do Rock in Rio, o que inclui a ambição de tornar o evento lixo zero até 2030”, explica Ana Laura Sivieri, diretora de Marketing e Comunicação Corporativa da Braskem.
Os brindes das marcas precisam agora passar pela avaliação da equipe do Rock in Rio. A preferência é por itens que sejam duráveis. A organização do evento proíbe a distribuição de flyers e similares e embalagens de uso único.
Outra proibição é de novas construções na Cidade do Rock. Quem quiser subir um stand, precisa fazer em estruturas modulares, que podem ser usadas em outros eventos. O palco Mundo, o principal do Rock in Rio, é um case sustentável. Pela segunda vez, a siderúrgica Gerdau, responsável pela construção, se vale de aço reciclado, vindo de sucata, para erguer a estrutura.
São 300 toneladas de aço. A cenografia inclui 86 módulos cenográficos feitos com aço Gerdau, pesando 550 quilos cada. Em relação a 2022, o que muda é seu tamanho: ele terá 860 metros quadrados, 104 metros de largura e 30 metros de altura, equivalente a um prédio de 10 andares. Seis telões de LED vão transmitir os shows.
Pedro Torres, diretor global de Comunicação e Relações Institucionais da Gerdau, explica que os materiais usados no palco ficam armazenados no Rio de Janeiro, justamente para evitar as emissões de transporte. Também destaca que o material escolhido – aço – é estratégico para a sustentabilidade porque é altamente reciclável e modelável. “Colocar aço no palco mundo é uma forma de fazer ainda mais pela sustentabilidade. O material pode ser, em algum momento, virar fogão, geladeira, carro, é um material facilmente reciclável”, diz. O caso chegou a ser apresentado no festival de inovação em sustentabilidade em Cannes (França).
Para a Gerdau, o patrocínio do Rock in Rio é um espaço para se posicionar institucionalmente e divulgar a sua alta taxa de uso de sucata nos produtos, de 70%, e a baixa pegada de carbono de seus produtos – 0,9 tonelada de CO2 emitida por tonelada de aço produzido, metade da média mundial. “Ajudamos muito a diminuir a pegada de carbono do festival quando entramos com material reciclado”, diz Torres.
A educação ambiental, especialmente com foco em reciclagem, é também uma das frentes da Gerdau de engajamento com o público. A empresa leva ao festival um carro de Fórmula 1 feito com sucata e os presentes também poderão tentar a sorte em uma máquina de reciclagem, semelhante àquelas de “pegar ursinhos”, mas com itens recicláveis. Quem concluir a atividade ganha um brinde, como uma réplica em miniatura do Palco Mundo feito de aço ou desconto para compra do óculos de sol desenvolvido em parceria com a Chilli Beans e produzido também com material reciclado.
“A ideia do óculos é também levar às pessoas o aspecto da economia circular e levantar recursos para as causas sociais”, conta Torres. Vinte porcento da receita com a venda dos óculos será destinado ao projeto Favela 3G da ONG Gerando Falcões.
Valorização do Brasil e da diversidade
Nos aspectos sociais, a preocupação com diversidade também começa a ser levada em conta na escolha dos artistas. Este ano haverá um espaço de 4.500 metros quadrados dentro do complexo chamado Global Village, que terá uma apresentação inédita da Gang do Eletro e das Suraras do Tapajós, que celebra a diversidade cultural da Amazônia.
O Palco Sunset também promete ter pluralidade de gêneros, gerações e valorização da música brasileira. Foi isso que atraiu, por exemplo, a Natura &Co, para copatrocinar o espaço. A empresa, conta com uma plataforma cultural ligada à música, que fomenta novos artistas locais. A pluralidade e brasilidade também foi imprimida na escolha dos influenciadores para acompanhar o festival, como a cantora e compositora trans Liniker, a criadora de conteúdo de maquiagem Adam Mitch, entre outros nomes, e das embaixadoras – as atrizes Tais Araújo e Maísa, e a cantora Iza.
“Como não poderia ser diferente, também teremos em nosso time de influenciadores alguns artistas que estarão no line-up do Rock in Rio e que também já foram patrocinados pela plataforma Natura Musical”, conta Julia Ceschin, gerente sênior da Marca Natura e Marketing Estratégico Brasil. E cita como exemplo Russo Passapusso, do BaianaSystem, Luedji Luna, Kaê Guajajara, Melly, Liniker, Gaby Amarantos e Zay.
A Heineken também se juntou ao Acessibilidade Criativa, hub que desenvolve soluções criativas focadas no anticapacitismo, e à consultoria 7.1, para melhorar a acessibilidade em seus espaços e ativações como elevadores e bares. Isso envolve experiência sonora, comunicação bilingue, time anticapacitista, entre outros.
Cuidado com as pessoas
A alta temperatura, que beirou 40 ºC no Rio nesta semana, é uma preocupação para qualquer evento. Mas, em festivais lotados como o Rock in Rio, o alerta é ainda maior. A organização promete bebedouros para os visitantes encherem garrafas e também distribuição de água. Algumas marcas trabalharão com brindes para aliviar o mal-estar. A Natura &Co, por exemplo, vai distribuir amostras de protetor solar para quem tiver nos gramados.
A empresa de cosméticos vai focar também no tema de bem-estar das pessoas e na divulgação sobre sua atuação na Amazônia. O próprio stand da empresa, que funcionará como uma loja, foi idealizado pelo Atelier Marko Brajovic, referência em arquitetura e design inspirado na natureza, para ser um espaço que estimula os sentidos das pessoas e promova a conexão delas consigo mesmas.
Entre os produtos a serem apresentados estão os da linha Ekos que contam com ingredientes amazônicos, desenvolvem a economia local e protegem a floresta. A ideia é incentivar os visitantes a fazer escolhas de consumo que transformam o mundo. Também será promovido o conceito de uma “nova geração de cosméticos regenerativos”, que agrega preocupação com a circularidade, ao usar plástico 100% retirado de rios do Amazonas e Pará com ajuda de comunidades ribeirinhas.
Direitos humanos
No passado, denúncias de condições precárias de trabalho e extensivas e longas jornadas marcaram festivais de música como um ambiente que preza pouco pelo bem-estar das centenas – em alguns casos, até milhares – de pessoas que trabalham para fazê-los acontecer. Para evitar casos do tipo, Roberta Medina comenta ao Prática ESG que a Rock World instrui todos os parceiros a realizarem os processos de contratação dentro da legislação brasileira e não admite qualquer ação que viole os direitos humanos e as regras trabalhistas. Também cita que integrantes do Ministério Público estão presentes acompanhando todo o trabalho executado.
“Estamos comprometidos em investir em soluções para aprimorar a experiência daqueles que trabalham na Cidade do Rock, como por exemplo, a inclusão de dormitórios próximos ao Parque Olímpico, para que os trabalhadores, especialmente das áreas de limpeza, segurança e ambulantes, possam descansar adequadamente e realizar suas atividades com mais dignidade, segurança e conforto”, diz a executiva.
Causas sociais
Os investimentos em causas sociais fora da Cidade do Rock seguem a linha de festivais anteriores, como a doação de recursos para a ONG Gerando Falcões no âmbito do projeto Favela 3D (Digital, Digna e Desenvolvida). Este ano, o local escolhido foi o Morro da Providência, no Rio, a primeira favela do Brasil.
O projeto envolve melhoria de infraestrutura urbana, com saneamento básico, água tratada, reforma de moradias e capacitação de pessoas para empreender e conseguir empregos que gerem mais renda. Serão impactadas cerca de 250 famílias, ou 1.200 pessoas. É esperado que 150 famílias realizem as trilhas de qualificação profissional. A meta é empregar 95% da população local.
O projeto é patrocinado pelo Rock in Rio (Rock World), a Fundação Volkswagen e a Gerdau. Os três já haviam feito projetos semelhantes na edição do festival The Town, em São Paulo, em 2023, com 290 famílias na favela do Haiti.
A Gerdau também está envolvida em outras iniciativas habitacionais, incluindo a parceria com a ONG Gerando Falcões no projeto Favela 3D e a colaboração com a Habitat para a Humanidade Brasil. Essas parcerias somam mais de R$ 5 milhões destinados à melhoria das condições de vida nas favelas brasileiras e ao apoio a reformas de casas. Também implementa desde 2022 o programa Reforma que Transforma, com investimentos de R$ 40 milhões para melhorar moradias insalubres e capacitar johas de material de construção e mão de obra local. “A Gerdau busca não apenas fornecer moradias dignas, mas também impulsionar o desenvolvimento social e econômico nas regiões onde atua”, comenta Torres, executivo da empresa.
Ainda na causa social, o projeto Cri.Ativos da Favela, uma iniciativa do Instituto HEINEKEN em colaboração com o Rock in Rio e a CUFA, chega ao Rio de Janeiro depois de São Paulo. A edição deste ano visa impactar 120 jovens das favelas cariocas, dobrando o número de participantes em relação à edição anterior. O projeto oferece formação na área de audiovisual e será financiado com a arrecadação da venda da cerveja Heineken 0.0 durante o Rock in Rio.
“Focado em gerar transformação social, o projeto incentiva o cenário artístico local com pessoas capacitadas para criar e produzir. Assim como aconteceu em São Paulo, com a primeira turma, os jovens terão a oportunidade de transformar suas vidas e as de seus familiares, tanto dentro quanto fora da favela” diz Preto Zezé, presidente da CUFA Rio.
O curso terá a duração de quatro meses e será dividido em cinco módulos: inteligência artificial aplicada em música, vídeo e fotografia; roteiro e direção de projetos; produção audiovisual e musical; mentorias e vivências práticas; e identidade, cidadania e empreendedorismo.
