Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Água em hidrelétricas de afluência natural é a menor em 94 anos

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) informou anteontem que a afluência natural para hidrelétricas será a menor em 94 anos para setembro. Houve a recomendação de diversas medidas para a garantia da segurança energética no período de seca, incluindo a possibilidade do despacho flexível de usinas termoelétricas a gás natural Santa Cruz, Linhares e Porto Sergipe.

Em razão da estiagem, a conta de luz ficará mais cara em setembro com bandeira vermelha 2. Com reservatórios das hidrelétricas do País cerca de 50% abaixo da média, a medida é adotada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pela primeira vez em mais de três anos.

Apesar do cenário desfavorável na Região Norte, o armazenamento equivalente no Sistema Interligado Nacional (SIN) é de 58% e, ao final do período seco, deve atingir entre 42% e 49%.

Para este semestre, o colegiado vê com “incerteza a configuração” do fenômeno La Niña, com previsão de chuva abaixo da média no Norte e no Centro-Oeste nos meses de setembro, outubro e novembro e temperatura acima da média histórica em todo o País.

De setembro a dezembro, com elevada demanda e baixa contribuição da geração eólica, o comitê diz que será necessária a utilização de recursos da reserva operativa para o atendimento da demanda máxima (ponta) do sistema. A chamada Energia Natural Afluente (ENA) – gerada da vazão natural de um determinado rio para movimentar as turbinas de usinas hidrelétricas – deve ficar abaixo da média histórica para todos os subsistemas, na projeção menos favorável para setembro.

ELEIÇÕES. O comitê também discutiu a operação especial do sistema nas eleições municipais, visando ao papel do Operador Nacional do Sistema em propor “medidas especiais de segurança” de modo a garantir o fornecimento “de energia elétrica em eventos de grande relevância”. 

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