Terça-feira, 27 de Outubro de 2026

Celular velho, fones, carregadores e powerbank quebrados: saiba como descartá-los com segurança

Aquele celular antigo guardado na gaveta, o carregador que deixou de funcionar, os fones de ouvido quebrados e até o power bank que perdeu a capacidade de carga não devem ser colocados no lixo comum. Esses produtos fazem parte dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos e possuem sistemas específicos de logística reversa para garantir coleta, triagem, reciclagem e destinação ambientalmente adequada.

Receba as notícias importantes do NF10 no seu Telegram

No Brasil, a logística reversa é prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e regulamentada, no caso dos eletroeletrônicos de uso doméstico, pelo Decreto Federal nº 10.240/2020. O sistema estabelece a responsabilidade compartilhada entre consumidores e os diferentes setores da cadeia produtiva, permitindo que os equipamentos descartados retornem ao setor empresarial para reaproveitamento, reciclagem ou outra destinação adequada.

O que pode ser descartado
A lista inclui celulares, smartphones, tablets, computadores, acessórios de informática, carregadores, cabos e fones de ouvido, entre diversos outros produtos. A ABREE informa expressamente que recebe fones de ouvido e carregadores, enquanto o sistema nacional de logística reversa contempla produtos eletroeletrônicos e seus componentes de uso doméstico.

Power banks também exigem atenção especial, porque possuem bateria recarregável integrada. Como baterias fazem parte dos resíduos que demandam destinação adequada, o equipamento não deve ser desmontado pelo consumidor nem colocado no lixo doméstico. A recomendação é procurar um ponto que aceite esse tipo de produto e confirmar previamente a categoria aceita.

Por que não jogar no lixo comum?
O descarte inadequado pode provocar contaminação do solo e da água, dependendo dos materiais presentes nos equipamentos. Além disso, baterias e outros componentes podem oferecer riscos de incêndio, intoxicação ou acidentes quando são armazenados ou manipulados de maneira incorreta.

O descarte correto também permite recuperar materiais que podem voltar à cadeia produtiva. Depois da coleta, os equipamentos passam por triagem e processamento. Metais, plásticos, vidros e outros componentes são separados para reaproveitamento ou reciclagem, enquanto os materiais que não podem ser recuperados recebem tratamento e destinação adequada.

Empresas de telefonia também recebem
Uma das alternativas mais fáceis para quem tem celulares e acessórios sem uso é procurar uma loja de operadora de telefonia.

A Vivo mantém o programa Vivo Recicle. Segundo a empresa, suas lojas possuem coletores para celulares, cabos, carregadores, fones de ouvido e outros pequenos eletrônicos. O serviço pode ser utilizado mesmo por quem não é cliente.

A Claro mantém o programa Claro Recicla, com urnas em mais de 2 mil lojas próprias e agentes autorizados. O programa recebe celulares, baterias, chips e acessórios fora de uso, independentemente da operadora ou fabricante do equipamento. A empresa informa que não é necessário ser cliente para utilizar os coletores.

A TIM também mantém pontos de coleta. A empresa informa que possui mais de 170 locais no país onde podem ser entregues celulares, fones de ouvido, cabos, carregadores, chips, pilhas, baterias e outros equipamentos portáteis.

Isso significa que o consumidor não precisa necessariamente voltar à loja onde comprou o aparelho. Antes de sair de casa, porém, é recomendável verificar o ponto disponível e quais itens são aceitos naquele local.

Outra opção: pontos de logística reversa
Além das operadoras, existem pontos específicos mantidos por sistemas de logística reversa. O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR) orienta o consumidor a consultar os pontos da ABREE e da Green Eletron.

A ABREE disponibiliza uma ferramenta na qual o consumidor informa o CEP e seleciona o produto que deseja descartar para localizar os pontos de recebimento disponíveis. O serviço também permite verificar quais equipamentos são aceitos em cada local.

Em determinadas situações, há ainda possibilidade de postagem por logística reversa. A ABREE informa que o consumidor pode cadastrar os equipamentos, preparar a embalagem e gerar uma autorização para entrega em pontos indicados do sistema.

Quem mora no Norte, Noroeste, Região dos Lagos ou Região Serrana do estado do Rio de Janeiro pode encontrar alternativas municipais ou pontos de logística reversa. Alguns serviços são permanentes; outros funcionam em campanhas específicas, por isso é importante confirmar o atendimento antes de levar o material.

Norte Fluminense

Campos dos Goytacazes: a Prefeitura mantém pontos para recebimento de lixo eletrônico no Horto Municipal e no Centro de Educação Ambiental (CEA). O município informa atendimento pelos telefones, dia 22, 98175-0109, no Horto, e, dia 22, 98175-1534, no CEA.
Região dos Lagos

Macaé: a Secretaria Municipal de Ambiente e Sustentabilidade informa que auxilia na coleta de resíduos eletroeletrônicos. O contato do Setor de Resíduos Sólidos é, dia 22, 2772-3571 ou, dia 22, 2772-3597. A secretaria fica na Avenida Rui Barbosa, 1725, loja 26, Alto dos Cajueiros.
Araruama: o município já implantou Ecopontos para lixo eletrônico em diferentes distritos, incluindo o Paço Municipal, Praça da Bíblia, Praia Seca, Morro Grande, São Vicente e Iguabinha. Os pontos recebem celulares, tablets, computadores, baterias e outros eletrônicos.
Rio das Ostras: o Centro de Educação Ambiental (Cedro) recebe lixo eletrônico, pilhas e baterias. O local fica na Avenida Linda, s/nº, Nova Esperança, e o atendimento para esses materiais ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Telefone:, dia 22, 2771-4350.
Região Serrana

Teresópolis: o município possui legislação que institui programa de coleta contínua de lixo eletrônico, com previsão de postos em próprios municipais e estabelecimentos que comercializam esses produtos. A lei inclui celulares, televisores, computadores, pilhas e baterias.
Petrópolis: a Lei Municipal nº 8.604/2023 instituiu a coleta de lixo eletrônico de pequeno porte em escolas públicas e particulares, incluindo celulares, pilhas e baterias. Antes de levar o material, é recomendável confirmar na unidade escolar se o ponto está ativo.
Sul Capixaba

Cachoeiro de Itapemirim: a Prefeitura realizou em abril de 2026 uma campanha de coleta de resíduos eletroeletrônicos na Praça Jerônimo Monteiro, com atendimento das 9h às 16h. Como se trata de campanha, é necessário verificar a próxima data antes de levar os equipamentos.
Guaçuí: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já promoveu campanhas de coleta de resíduos eletrônicos na Praça do Meio Ambiente, no bairro Quincas Machado, recebendo celulares, baterias, carregadores, cabos, computadores, impressoras e outros equipamentos. Informações da Prefeitura:, dia 28, 3553-1794.
Itapemirim: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Itapemirim já mantiveram coleta de eletrônicos. O endereço informado para a Secretaria é Rua Àlus Vasconcelos, 110, sede, e o telefone divulgado é, dia 28, 3529-6419.
Antes de entregar o celular, apague seus dados
Esse é um dos cuidados mais importantes. O consumidor deve fazer backup de fotos, vídeos, contatos, documentos e outros arquivos e, depois, restaurar o aparelho para as configurações de fábrica.

Também é necessário retirar o chip e, quando houver, o cartão de memória. O Decreto nº 10.240/2020 determina que as informações e os dados privados sejam removidos antes do descarte.

A orientação também vale para tablets, notebooks e outros equipamentos que armazenem informações pessoais. Não basta apagar alguns arquivos: o ideal é realizar o procedimento de restauração indicado pelo fabricante.

E se a bateria estiver estufada ou danificada?
Baterias danificadas exigem cuidado. Não perfure, corte, abra ou tente retirar a bateria de um aparelho quando isso exigir desmontagem. A Anatel alerta que o superaquecimento e o manuseio inadequado de baterias podem provocar incêndios ou explosões.

Se o power bank ou celular estiver estufado, aquecendo anormalmente, soltando líquido ou apresentando sinais de dano, mantenha-o longe de fontes de calor e procure orientação do ponto de recebimento antes de transportá-lo.

Passo a passo para descartar corretamente

1. Separe os eletrônicos
Reúna celulares, carregadores, cabos, fones, power banks e outros equipamentos que não tenham mais utilidade. Não misture esse material ao lixo comum.
2. Verifique se ainda pode ser reutilizado
Se o aparelho funciona, considere conserto, doação ou revenda antes de encaminhá-lo à reciclagem. A logística reversa também contempla processos de reutilização e recondicionamento quando isso é possível.
3. Faça backup dos dados
Salve fotos, vídeos, contatos, documentos e outros arquivos importantes antes de entregar celulares, tablets ou computadores.
4. Apague os dados
Restaure o aparelho para as configurações de fábrica e retire chip e cartão de memória.
5. Não desmonte o equipamento
Entregue o eletrônico inteiro sempre que possível. Não abra baterias, power banks ou aparelhos danificados.
6. Encontre um ponto de coleta
Consulte a ferramenta da ABREE pelo CEP, os pontos da Green Eletron ou uma loja participante de programas de logística reversa das operadoras.
7. Confira o que o local aceita
Nem todo ponto recebe todos os tipos de resíduos. Verifique se o estabelecimento aceita especificamente celular, carregador, fone, bateria ou power bank.
8. Entregue o equipamento
Leve o material ao ponto escolhido e siga as orientações de acondicionamento e recebimento.
9. Não retire o equipamento depois da entrega
A entrega no sistema de logística reversa transfere a posse do produto e permite seu encaminhamento para tratamento, reutilização ou reciclagem.
10. Nunca coloque eletrônicos no lixo comum
O destino correto começa com uma atitude simples: separar o eletrônico dos demais resíduos e encaminhá-lo a um sistema de logística reversa ou ponto especializado.

Compartilhe: