Domingo, 25 de Outubro de 2026

“Inovação corporativa não se restringe à experimentação; ela precisa de resultados reais”

Neste momento de aceleração tecnológica, o setor corporativo enfrenta o desafio crítico de superar o ciclo de testes isolados, movidos por processos de experimentação focados em tendências, e se mover a aplicações que gerem valor efetivo às organizações. Essa visão foi defendida pelo Head de Negócios e Soluções do inovabra, Chen Wei Chi, após seu keynote de abertura do TI Inside Innovation Forum 2026.

“Hoje, vemos a tecnologia avançar em uma velocidade muito maior do que as empresas conseguem entender e adotar nos seus processos, Isso cria desafios no processo de compreensão de qual ferramenta adotar e alinhar quais efeitos positivos ela pode gerar e, principalmente, se pode ser aplicada em escala. Por conta disso, o simples hype já não sustenta uma ideia, sendo necessário oferecer resultados reais, disse Chi, em entrevista exclusiva.

A consolidação desse cenário reflete uma dinâmica de mercado em que a maturidade digital passa a exigir a integração contínua entre corporações, ecossistemas de tecnologia e universidades. O histórico do inovabra contabiliza o apoio a mais de 600 startups, alinhando-se à tendência global de migração para modelos colaborativos baseados em open source e redes abertas de desenvolvimento. Esse arranjo busca responder a escassez estrutural de talentos e acelerar a criação de respostas escaláveis para exigências operacionais do setor.

A estratégia aplicada foca no incentivo de negócios ao estruturar o ecossistema para suprir gargalos de capacitação e resolver problemas práticos das empresas sem tratar a tecnologia como uma commoditie. Por meio do apoio à incubação de startups e da aproximação sistemática com centros de pesquisa acadêmica, a governança do ecossistema promove a cocriação de metodologias e a validação de ideias aplicadas ao negócio.

A consolidação de programas de inovação direcionados reflete a busca por uma governança robusta e por um nível elevado de maturidade digital na gestão de riscos operacionais. Ao conectar o desenvolvimento acadêmico à capacidade de resposta do mercado, a atuação institucional fortalece as bases para o crescimento sustentável das companhias parcerias. Essa sustentação estrutural garante que os investimentos em tecnologia deixem de figurar como centro de custo isolado e passem a impulsionar diretamente a eficiência corporativa.

“Há uma questão também de cunho cultural a ser encarado no Brasil, que precisa incentivar cada vez mais a cooperação entre mentes de forma a encontrar esses melhores resultados, tal qual vemos em economias de alta produtividade, como a da China. Nesse sentido, o projeto do inovabra foca na incubação de startups e suporte nas ideais delas em favor da expansão dessas capacidades para que, eventualmente, ganhem terreno nos seus respectivos setores,” explicou o executivo.

Para o ecossistema corporativo, a migração do modelo experimental para uma atuação orquestrada assegura maior resiliência operacional, redução de atritos na adoção de tecnologias emergentes e fortalecimento da confiança institucional. Nisso, o avanço da inovação aberta aponta para a institucionalização de plataformas capazes de mapear dores de negócios e guiar a adoção tecnológica de forma contínua e estratégica.

“O futuro que conseguimos enxergar envolve a possibilidade de munir os ecossistemas dessa força de resolução de problemas. Na nossa posição, podemos oferecer orientação para as empresas a partir do entendimento de suas dores e, eventualmente, ofertar capacidades de respostas a eles, a partir das startups que estão sendo germinadas internamente. Isso viabiliza um olhar mais atento à tecnologia segundo a própria demanda corporativa,” concluiu Chi.

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