Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026

Plano&Plano defende uso estratégico de IA relacionado aos negócios e clientes

No TI Inside Innovation Fórum, Leonardo Araújo, Diretor de Operações Financeira e Tecnologia na Plano&Plano, discutiu, no painel “O próximo ciclo competitivo: quem lidera a inovação lidera o mercado”, que IA não é a solução para todos os problemas e que ela só se traduz em inovação uma vez que alinhada com os objetivos, negócios e relacionamento com clientes.

Araújo inicia o bate-papo com um argumento claro: a IA não serve para resolver todos os problemas. Na visão do executivo, a ferramenta só deve ser implementada quando “as empresas entenderem fazem sentido” e se relacionar diretamente com negócios e melhorias no relacionamento com o cliente.

“Antes, a IA, a tecnologia, não tinha esse vínculo com os negócios. O funcionário vinha super empolgado com uma arquitetura nova para melhorar a conectividade, mas a pergunta que sempre deve ser feita é: quanto a mais vai ser vendido por causa disso? Quanto o cliente vai ficar mais satisfeito? O quanto isso vai impactar os nossos stakeholders? Então, o propósito inicial de qualquer tecnologia deve ser o negócio”, explica.

O mesmo pensamento se aplica à POCs. O executivo aponta que as provas de conceito geram gastos, de tempo e financeiros, significativos para, na maior parte das vezes, não ter continuidade por não fazerem sentido com os negócios. Para o diretor, é necessário um equilíbrio entre a IA criativa e ferramentas que, de fato, ajudam o negócio.

“É muita energia gasta para não ter continuidade, então a gente começou a tratar de uma forma diferente. Começamos a olhar muito para o valor, então não vou fazer POC à toa, vamos ver o valor, o que isso vai agregar o negócio, o que isso não vai e dar uma freada nessa loucura de todo mundo querer fazer POC. E é um dilema: ao mesmo tempo em que você não quer segurar a inovação dentro da companhia, você quer deixar as pessoas aflorarem a criatividade e usarem a IA para ganhar produtividade. Por outro lado, se você deixar, as pessoas vão longe e vão começar a se afastar do dia a dia do negócio e ver um negócio tão lúdico que não gera resultado algum”, justifica.

Na perspectiva de Araújo, a IA não é uma solução para tudo e o mercado ainda está em uma fase de aprendizado. Para o executivo, as empresas devem avaliar o que é preciso internamente e aponta a necessidade de letramento humano para implementar as soluções corretas.

“Muitas companhias frequentemente pedem IA generativa quando necessitam apenas de regras direcionadas ou chatbots estruturados. As empresas precisam entender o que elas querem, entender as suas necessidades e não dar um passo além do que a perna alcança. Hoje, ainda falta um pouco desse letramento”, avalia.

Por fim, Araújo destaca que a inovação, às vezes, passa por ouvir o que está acontecendo no dia a dia e ter um ambiente que viabilize essa descoberta. “A inovação pode vir de todo mundo. Acontece, às vezes, de ter ouro embaixo dos pés e é super importante promover um ambiente no qual essa inovação possa florescer e ser descoberta”, conclui.

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