Domingo, 5 de Abril de 2026

Política de transição inclui promoção da universalização e da segurança energética

 A Política Nacional de Transição Energética (PNTE) está baseada em 12 diretrizes, que incluem a promoção da universalização do serviço de eletricidade e da segurança energética, de acordo com a resolução 5 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), à qual o Valor teve acesso. A política foi lançada hoje, em cerimônia realizada no Ministério de Minas e Energia (MME), após reunião extraordinária do CNPE, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 As diretrizes envolvem ainda, entre outros itens, a promoção de medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no setor de energia; a articulação entre as ações de políticas energéticas nas esferas federal, estaduais, municipais e distrital; e a promoção da competitividade do setor de energia, para uma oferta a preços acessíveis.

 A PNTE estabelece a elaboração do Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e a criação do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte), instrumentos para a execução da política, segundo a resolução.

 A elaboração do Plante será coordenada pelo MME, com apoio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e participação de ministérios com programas e ações relacionadas ao tema, “conforme manifestação de interesse e indicação de pontos focais.”

 “O Plante deverá contemplar ações para um período de quatro anos, podendo ser revisado durante seu ciclo de implementação e horizonte de planejamento”, diz a resolução, que deve ser publicada na edição da terça-feira do Diário Oficial da União.

 O Fonte terá um plenário, presidido pelo Secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, e um comitê executivo.

 O comitê executivo do Fonte será coordenado por um representante da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME. O colegiado terá ainda representantes da Casa Civil, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Secretaria-Geral da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 Já o plenário do fórum será composto por representantes governamentais e da sociedade civil, como integrantes da academia e do setor produtivo, entre outros agentes.

 O comitê do fórum terá 30 dias para definir os critérios para indicação dos membros do plenário. As nomeações deve ser feitas em até 90 dias após a definição de tais critérios.

 O governo estima atração de investimentos da ordem de R$ 2 trilhões em projetos da chamada economia verde nos próximos dez anos. 

 

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