Ranking global de inovação é liderado pela Ásia; Brasil aparece em 49º
A Ásia concentra os principais polos de inovação do mundo, segundo o ranking de clusters de 2026 divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Seis dos dez primeiros colocados estão na região, incluindo quatro das cinco primeiras posições.
Shenzhen – Hong Kong – Guangzhou, na China, lidera o levantamento, seguida por Tokyo – Yokohama, no Japão. San Jose – San Francisco, nos Estados Unidos, aparece em terceiro lugar. Beijing, na China, e Seoul, na Coreia do Sul, completam os cinco primeiros.
O ranking identifica concentrações territoriais de atividade inovadora a partir de três grupos de indicadores: pedidos internacionais de patentes, publicações científicas e operações de capital de risco. A metodologia procura mapear regiões que concentram universidades, pesquisadores, inventores, empresas, investimento e atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Os dez maiores polos de inovação em 2026
| Posição | Cluster | Economia |
|---|---|---|
| 1º | Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou | China / Hong Kong, China |
| 2º | Tokyo–Yokohama | Japão |
| 3º | San Jose–San Francisco | Estados Unidos |
| 4º | Beijing | China |
| 5º | Seoul | Coreia do Sul |
| 6º | Shanghai–Suzhou | China |
| 7º | New York City | Estados Unidos |
| 8º | London | Reino Unido |
| 9º | Boston–Cambridge | Estados Unidos |
| 10º | Osaka–Kobe–Kyoto | Japão |
China e EUA concentram quase metade do Top 100
A China tem 25 dos 100 polos identificados pela OMPI, maior número entre as economias analisadas. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 20.
A distribuição regional também evidencia o peso asiático. Sudeste Asiático, Leste Asiático e Oceania reúnem 36 dos 100 maiores polos. A Europa conta com 30 e a América do Norte, com 23. Os outros 11 estão distribuídos entre Ásia Central e Meridional, Norte da África e Ásia Ocidental e América Latina e Caribe.
Entre as mudanças registradas em 2026, Chengdu, na China, avançou para a 20ª colocação. Ningde, também chinesa, teve a maior subida do ano, com avanço de 24 posições, para o 75º lugar.
Quando o levantamento considera a atividade inovadora em relação ao tamanho da população, San Jose – San Francisco assume a liderança, seguida por Cambridge, no Reino Unido, Ningde, Boston – Cambridge e Oxford.
Brasil entre as economias de renda média no ranking
O Brasil aparece na 49ª posição, representado pelo cluster de São Paulo. É uma das duas presenças da América Latina e Caribe entre os 100 maiores polos globais. A outra é o México, representado pela Cidade do México, na 82ª colocação.
Brasil e México também integram o grupo de economias de renda média com presença no Top 100, ao lado de China, Índia, Egito, Irã, Malásia e Turquia.
O levantamento mostra uma participação reduzida da América Latina diante das principais regiões. Enquanto Ásia Oriental, Sudeste Asiático e Oceania reúnem 36 clusters, apenas dois dos 100 polos estão na América Latina e Caribe.
A OMPI informou que corrigiu dados relativos às operações de capital de risco de oito clusters após identificar um erro na entrada das informações. O recálculo provocou mudanças em algumas posições do Top 100. Os dados apresentados no ranking atualizado correspondem à versão corrigida.
A edição completa do Global Innovation Index 2026 está prevista para 29 de setembro.
