Europa avança no IRIS² e contrata fabricação de 330 satélites
A implantação da constelação europeia IRIS² avançou nesta quinta-feira, 10, com a definição de fornecedores para 330 satélites de baixa órbita (LEO) previstos no sistema.
Airbus e Aerospacelab ficarão responsáveis pela fabricação das plataformas dos equipamentos, enquanto a Thales Alenia Space vai fornecer as cargas úteis governamentais, em contratos firmados no âmbito do programa da União Europeia.
A primeira camada terá 66 satélites LEO, que vão operar em banda Ka e começarão a ser lançados em 2029. “É um privilégio contribuir para este programa estratégico, que fortalecerá a soberania digital e a autonomia estratégica da Europa”, afirmou o chefe de sistemas espaciais da Airbus Defence and Space, Alain Fauré.
Outros 264 satélites LEO, com capacidade nas bandas Ku e Ka, formarão a segunda camada, com lançamentos previstos a partir de 2030. A Aerospacelab ficará responsável pelas plataformas e pela entrega dos satélites integrados, em contrato de 2,4 bilhões de euros.
Já a Thales Alenia Space fornecerá as cargas úteis governamentais dos 330 satélites LEO. A encomenda anunciada nesta quinta representa cerca de 500 milhões de euros de um contrato relacionado ao IRIS² que, segundo a companhia, deverá superar 3 bilhões de euros.
IRIS²
Ao todo, o IRIS² terá 348 satélites, incluindo outros 18 equipamentos em órbita média (MEO). O projeto faz parte da estratégia de soberania digital da UE, que quer reduzir dependências externas (em especial da Starlink, que domina o setor).
A própria presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyenm, afirmou hoje que o programa vai garantir comunicações resilientes em toda a Europa, fortalecerá a soberania digital e reduzirá a dependência de sistemas de satélites “não europeus”.
Durante o pronunciamento, ela também assumiu o compromisso de fortalecer o acesso da Europa ao espaço por meio de maior investimento privado, ao mesmo tempo em que destacou a importância de um “setor espacial forte e competitivo, capaz de crescer, ganhar escala e competir globalmente”.
“A nossa segurança na Terra depende cada vez mais da nossa segurança no espaço. Algumas capacidades são importantes demais para depender dos outros. Lá do alto, a Europa deve agir como uma só”, disse Ursula von der Leyenm, ao comentar os anúncios.
