Eutelsat e Skynopy miram constelações LEO com rede global de solo
A Eutelsat e a startup francesa Skynopy lançaram a Global AKAR, infraestrutura terrestre definida por software voltada a serviços de satélite, com meta de superar 100 antenas operacionais até o fim de 2029.
A rede foi desenhada para atender constelações em órbita baixa da Terra e outros serviços espaciais, incluindo observação da Terra, telecomunicações, operações em órbita e data centers orbitais. A infraestrutura deverá operar nas bandas S, X e Ka.
Segundo as empresas, a Global AKAR combinará a presença global da Eutelsat com o software de orquestração e a tecnologia de modem virtualizado da Skynopy. A arquitetura permitirá utilizar antenas existentes e disponibilizar uma interface única para operadores de satélites.
A proposta é criar uma rede terrestre compartilhada capaz de receber e encaminhar dados de diferentes constelações e missões sem exigir que cada operador construa e mantenha uma infraestrutura própria.
Latência abaixo de três minutos
A Global AKAR foi projetada para entregar dados com latência inferior a três minutos. As empresas comparam esse desempenho com um padrão atual de aproximadamente uma hora em determinadas operações.
A capacidade prevista é de até 10 Gbps, acima da faixa de 1 Gbps a 2 Gbps citada pelas companhias como referência atual.
O projeto já passou por uma prova de conceito com três antenas voltadas a aplicações de observação da Terra. Essa etapa recebeu apoio parcial do governo francês.
A Skynopy já opera infraestrutura terrestre própria e atende missões de satélites em diferentes regiões. A parceria com a Eutelsat amplia essa base para uma rede de maior escala e com presença global.
Infraestrutura também mira processamento em órbita
Além da transmissão tradicional de dados entre satélites e estações terrestres, a Global AKAR foi desenhada para suportar uma nova geração de serviços em órbita.
A arquitetura prevê a comunicação entre satélites e capacidades computacionais instaladas no espaço, incluindo aplicações associadas a processamento e data centers orbitais.
Esse modelo permite que dados gerados em órbita sejam encaminhados para processamento ou distribuição por meio de uma rede terrestre comum, com capacidade para atender diferentes missões.
A infraestrutura também foi concebida para aplicações de defesa e outros usos sensíveis, com arquitetura e interfaces voltadas a operações que exigem controle de acesso e segurança.
