Terça-feira, 22 de Setembro de 2026

Pós-pago chega a 58% da base móvel em julho

A telefonia móvel encerrou julho de 2026 com 220 milhões de acessos, desconsideradas as conexões máquina a máquina (M2M). Desse total, aproximadamente 128 milhões estavam no pós-pago, modalidade que passou a representar cerca de 58% da base.

Os dados da Anatel, compilados em relatório da XP Research, mostram que o pós-pago registrou 733 mil adições líquidas no mês. No sentido contrário, o pré-pago perdeu 218 mil linhas. O saldo do mercado foi positivo em aproximadamente 515 mil acessos.

Em 12 meses, a base móvel cresceu 3,9 milhões de linhas. O pós-pago avançou 8,9 milhões, enquanto o pré-pago perdeu 5 milhões. Em julho de 2025, as duas modalidades somavam, respectivamente, 119 milhões e 98 milhões de acessos.

Vivo lidera avanço mensal
A Vivo apresentou o maior saldo de julho, com 250 mil adições líquidas. A operadora ganhou 345 mil acessos no pós-pago e perdeu 96 mil no pré-pago. Em 12 meses, o saldo foi positivo em 1,08 milhão de linhas, resultado de 3 milhões de adições no pós-pago e da retração de 1,92 milhão no pré-pago.

A Claro acrescentou 91 mil acessos no mês. Foram 139 mil novas linhas pós-pagas, parcialmente compensadas pela perda de 47 mil acessos pré-pagos.

No acumulado de 12 meses, a Claro teve o maior crescimento entre as três operadoras nacionais, com saldo de 2,54 milhões de linhas. A companhia ganhou 3,51 milhões de acessos no pós-pago e perdeu 977 mil no pré-pago.

A TIM terminou julho com 36 mil adições líquidas, após ganhar 125 mil linhas no pós-pago e perder 88 mil no pré-pago. Em 12 meses, porém, a operadora acumula redução de 1,33 milhão de acessos. O avanço de 1,13 milhão no pós-pago não compensou a perda de 2,46 milhões de linhas pré-pagas.

A Vivo detinha 42,2% do mercado pós-pago em julho. A Claro aparecia com 34,4%, seguida pela TIM, com 20,6%. As demais prestadoras somavam 2,9%.

No pré-pago, as participações estavam mais próximas: Vivo com 34,3%, Claro com 33,5% e TIM com 30,3%. Outros grupos respondiam por 1,9% da base.

NuCel supera 1,1 milhão de acessos
A NuCel, operação móvel do Nubank, encerrou julho com aproximadamente 1,11 milhão de acessos, todos classificados como pós-pagos. A operadora virtual acrescentou 39 mil linhas no mês, segundo a compilação.

A base havia alcançado 1 milhão de acessos em maio e subido para cerca de 1,06 milhão em junho. A série da Anatel mostra uma aceleração a partir de janeiro de 2026, quando o serviço somava aproximadamente 660 mil linhas.

Entre as operadoras regionais, a Brisanet ganhou 39 mil acessos móveis em julho e alcançou cerca de 1,11 milhão de linhas. Em 12 meses, o acréscimo foi de 503 mil acessos.

A prestadora também ampliou sua presença no pós-pago do Nordeste. Sua participação chegou a 15,7% no Ceará e a 16,2% no Rio Grande do Norte. Em julho de 2025, as fatias eram de 12% e 8,8%, respectivamente.

Claro lidera adições de fibra
Na banda larga fixa, considerando todas as tecnologias, a Vivo apresentou o maior crescimento mensal entre as empresas analisadas, com 70 mil adições líquidas. A Claro ganhou 38 mil acessos, enquanto TIM, Oi, Unifique e Brisanet acrescentaram, respectivamente, 12 mil, 10 mil, 5 mil e 4 mil contratos.

No recorte de fibra óptica até a residência (FTTH), a Claro liderou as adições de julho, com 122 mil novos acessos. A Vivo ganhou 76 mil, seguida pela Oi, com 15 mil.

Em 12 meses, a base FTTH da Claro avançou 1,02 milhão de acessos, ou 45%, para 3,29 milhões. A Vivo chegou a 8,28 milhões de conexões de fibra, após crescimento anual de 830 mil acessos, equivalente a 11%.

Entre os provedores regionais analisados, Brisanet e Unifique registraram saldos mensais positivos de 3 mil e 5 mil acessos FTTH. Giga+ e Vero perderam, respectivamente, 13 mil e 6 mil conexões no mês. Em 12 meses, as reduções chegaram a 325 mil acessos na Giga+ e 82 mil na Vero.

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