Quarta-feira, 2 de Setembro de 2026

Modernização da rede de Brasília trouxe aumento de 20% no tráfego, diz TIM

A TIM realizou nesta segunda, 31, em Brasília, o evento oficial para marcar a conclusão da modernização de sua rede 5G na capital federal, em parceria com a Nokia.

O CEO da operadora, Alberto Griselli, lembrou que a operação de modernização da rede 4G e 5G começou no ano passado em São Paulo e seguiu para Belo Horizonte e Salvador. Segundo o executivo, o cronograma de expansão inclui Belém, Goiânia e Manaus no segundo semestre, com a previsão de cobrir as demais capitais no próximo ano.

O CTO da TIM, Marco Di Costanzo, apresentou os dados do projeto, que tem como meta para 2026 atingir 6,2 mil sites modernizados e beneficiar 7 milhões de clientes, chegando a 9,5 mil sites em 2027 para um total de 25 milhões de usuários beneficiados. O programa prevê a chegada da tecnologia a 120 cidades.

Di Costanzo explicou que a modernização envolve a atualização de acesso, transporte, núcleo (core) e interconexões. “A identidade que estamos trazendo para o Brasil é de classe mundial”, declarou o executivo.

Segundo Hugo Baeta, country manager da Nokia no Brasil, a rede que está sendo implementada em Brasília é uma referência global para a operadora e inclusive foi recentemente premiada como um dos mais importantes cases de implementação de 5G da Nokia no mundo. “A rede é o que existe de mais avançado hoje em 5G”.

Pilares

A estratégia de modernização baseia-se em quatro pilares, segundo a TIM: velocidade, estabilidade, segurança e sustentabilidade. A tecnologia implementada viabiliza, segundo a empresa, a Inteligência Artificial para o gerenciamento da rede, o que é o grande diferencial em relação à rede 5G que estava instalada anteriormente.

“A inovação é real. A IA consegue orientar o sinal de modo automático, autônomo, em função do tráfego”, explicou Di Costanzo sobre a capacidade de autoconfiguração e otimização do sistema.

Após a modernização da rede, a operadora registrou um aumento de 40% na capacidade da rede sem a necessidade de novos sites, o que já levou a um crescimento de 15% a 20% no tráfego de dados. “A meta é reduzir custos operacionais e gerar novas receitas”, diz Alberto Griselli.

Entre as novas oportunidades de negócio vislumbradas pela TIM estão as redes privativas. A tecnologia de baixa latência tem sido aplicada em redes privativas para clientes corporativos, como a Vale, a Eletrobras e a CPFL, visando o controle autônomo de operações, exemplifica o CTO da operadora.

Políticas públicas

O Ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, participou do evento e abordou a relevância da iniciativa para a ampliação da infraestrutura digital, sobretudo com foco em inteligência artificial.

“O governo está muito antenado com a estrutura digital. Está muito antenado em como é que a gente vai preparar o Brasil para a inteligência artificial”, afirmou Siqueira.

Para ele, embora os grandes centros urbanos possuam disponibilidade de rede 5G, o desafio do ministério reside nas áreas remotas. O ministro defendeu a criação de políticas públicas para levar conectividade ao interior do País, onde o interesse econômico é menor.

O objetivo é aplicar a tecnologia para aumentar a produtividade no agronegócio e na saúde pública, utilizando dados para melhorar o atendimento do SUS.

Já o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, relembrou o lançamento do 5G em 2022 e a importância do avanço tecnológico nesta nova fase da rede. Baigorri afirmou que o ambiente regulatório atual permite o desenvolvimento de tecnologias de ponta e que a evolução da rede da TIM acompanha a trajetória das operadoras no País.

“Eu vejo que o Brasil tem uma rede de telecomunicações, uma rede 5G, que é referência mundial”, disse o presidente da agência.

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