Terça-feira, 22 de Setembro de 2026

Vivo lança SOC Agêntico feito em parceria com a Palo Alto Networks

A Vivo lançou um novo Centro de Operações de Segurança (SOC, na sigla em inglês) que utiliza agentes de inteligência artificial para prevenir, identificar e responder a ameaças cibernéticas. A estrutura adota a plataforma Cortex XSIAM, da Palo Alto Networks, e foi apresentada nesta segunda-feira, 24, durante a Febraban Tech 2026.

O serviço será destinado a empresas de diferentes portes e terá capacidade para monitorar ambientes híbridos e multicloud. A Vivo informa que atualmente presta serviços de cibersegurança a mais de 130 mil clientes corporativos.

O SOC reunirá ferramentas de detecção e resposta gerenciada, conhecidas como MDR, de detecção e resposta estendida, ou XDR, além de inteligência de ameaças, segurança em nuvem e mecanismos automatizados para contenção de ataques. O conjunto também inclui serviços da Unit 42, divisão de inteligência e resposta a incidentes da Palo Alto Networks, e recursos da plataforma Cortex Cloud.

Na prática, os agentes de IA serão empregados para executar tarefas operacionais, como identificar, analisar e bloquear ameaças. Os profissionais de segurança permanecerão responsáveis por investigações avançadas, decisões estratégicas e acompanhamento dos ambientes protegidos.

Ataques mais rápidos
O lançamento ocorre em um contexto de redução do intervalo entre a invasão de um sistema e o roubo de informações. Dados do relatório global de resposta a incidentes de 2026 da Unit 42 indicam que, nos ataques mais rápidos analisados, a retirada de dados ocorreu em 1,2 hora em 2025. No ano anterior, esse intervalo era de 4,8 horas.

A incorporação de automação ao SOC busca permitir que as primeiras ações de contenção sejam executadas antes da intervenção dos analistas. A plataforma também centraliza dados e alertas produzidos pelas diferentes ferramentas de proteção, reduzindo a necessidade de administrar soluções isoladas.

“A inteligência artificial está transformando a forma como as empresas operam e a maneira como os ataques cibernéticos acontecem”, afirmou Karina Baccaro, diretora de Negócios Corporate da Vivo. Conforme a executiva, a operadora pretende empregar a mesma tecnologia usada na automação dos ataques para proteger os ambientes dos clientes.

Migração dependerá de autorização
A Vivo informou que a transferência dos clientes atuais para a nova plataforma não será automática. Cada migração passará por um processo de homologação e dependerá de autorização prévia, com o objetivo de preservar a continuidade das operações durante a mudança.

O novo SOC funcionará em regime de monitoramento contínuo, durante 24 horas por dia e sete dias por semana. A operação combinará analistas locais, equipes especializadas e centros globais vinculados ao ecossistema internacional da Telefónica, que também utiliza a solução da Palo Alto Networks.

Para João Marques dos Santos, diretor sênior de Ecossistemas para a América Latina da Palo Alto Networks, a parceria reúne automação e ferramentas como XDR em uma única plataforma. A proposta é reduzir o tempo de resposta a incidentes em infraestruturas que combinam sistemas locais, serviços em nuvem e diferentes fornecedores de tecnologia. (Com assessoria de imprensa)

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