Mídia em 2030 terá redes integradas, IA e experiências hiperpersonalizadas
O consumo de mídia em 2030 deverá combinar diferentes redes de forma praticamente invisível ao usuário, enquanto inteligência artificial e maior capacidade de conexão ampliarão a personalização e interatividade. O cenário foi discutido por especialistas do setor, no painel “Futurecom: O consumo de mídia em 2030 – 6G, Wi-Fi 7 e a revolução da mídia imersiva”, no último dia do Congresso SET EXPO, em São Paulo. O painel foi moderado por Hermano Pinto, diretor da Informa Markets.
Para Igor Macaubas, coordenador do GT OTT e Streaming da SET e diretor de Produto e Engenharia, Produtos Digitais da Globo, a disputa tende a migrar da plataforma para a experiência. “A unidade de competição deixa de ser o canal e passa a ser a jornada”, afirmou. Ele destacou que, em 2030, múltiplas redes deverão parecer uma só experiência ao consumidor.
Vinícius Caram, superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, apontou o desafio de organizar o espectro para permitir a evolução simultânea das redes móveis e do Wi-Fi 7. Segundo ele, testes da agência mostram que a interferência entre tecnologias pode reduzir a capacidade das conexões, exigindo planejamento das faixas.
Wilson Cardoso, diretor da Abinee, projetou agentes de IA integrados a TVs, celulares, carros e outros dispositivos, capazes de transformar a relação com o conteúdo. “É uma mudança radical”, disse, ao prever experiências em que o espectador poderá interagir e até participar de cenas.
Já Fernando Gomes de Oliveira, especialista em Convergência de Mídia, IA Generativa e 5G Broadcast, apontou a hiperpersonalização como tendência. “Ao invés de fazer uma publicidade generalizada, a publicidade será dirigida”, afirmou. Para ele, a IA generativa permitirá produzir conteúdo em escala para entregar a mensagem certa a cada consumidor.
