Domingo, 20 de Setembro de 2026

Rede privativa fixa do governo avança para quatro novas capitais

A Rede Privativa Fixa do governo federal vai conectar mais de 40 prédios públicos até outubro, em uma nova etapa de implantação que alcança quatro capitais: Vitória (ES), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Goiânia (GO).

A expansão é coordenada pelo Ministério das Comunicações (MCom) e executada pela EAF, entidade responsável pela implementação de compromissos relacionados à faixa de 3,5 GHz. Entre os órgãos que devem ser contemplados pela chegada da rede fixa nas cidades estão:

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN);
Agência Nacional de Mineração (ANM);
Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC);
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT);
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio);
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A primeira entrega da rede fixa em capitais ocorreu em junho, em Aracaju (SE). Depois das quatro capitais previstas para conclusão em outubro, o cronograma inclui outras oito cidades em novembro e nove em dezembro.

Em novembro, estão previstas conexões em Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Recife (PE), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Belém (PA).

Já em dezembro, a expectativa é lançar o serviço em Manaus (AM), Palmas (TO), Maceió (AL), Natal (RN), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), São Luís (MA), Teresina (PI) e Brasília (DF).

Já Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Cuiabá e Porto Alegre ficarão para uma etapa posterior, ainda sem data definida.

A rede fixa
A rede foi concebida para interligar prédios da Administração Pública Federal por meio de infraestrutura própria de fibra óptica. O projeto prevê a implantação de anéis metropolitanos nas capitais, conectados ao backbone da Telebras.

Segundo o governo, a seleção de locais conectados prioriza estruturas consideradas relevantes para a prestação de serviços públicos e para o funcionamento da administração federal.

Na etapa inicial, a previsão é alcançar 414 prédios públicos prioritários. Em uma fase posterior, a infraestrutura poderá chegar a aproximadamente 6,5 mil edificações em todo o País. Além do acesso à Internet em alta velocidade, a rede permite comunicação privativa entre os órgãos, com redundância, alta disponibilidade e mecanismos de segurança.

“O diferencial é a entrega de um serviço de muito mais alta velocidade, com maior segurança e infraestrutura própria”, disse o diretor de Operações da EAF, Geraldo Segatto. Segundo ele, o projeto também busca garantir conexão dedicada aos órgãos públicos.

Rede privativa móvel
Em paralelo, a Rede Privativa Móvel do governo, lançada em junho, entrou em operação assistida por um período previsto de 12 meses.

Segundo o Ministério das Comunicações, essa fase será usada para testar os serviços em condições reais e fazer ajustes de desempenho, segurança e estabilidade antes de uma expansão definitiva.

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