Alloha Fibra amplia Ebitda e margem no segundo trimestre; prejuízo diminui
A Alloha Fibra, dona do provedor de banda larga Giga+, ampliou os indicadores financeiros no segundo trimestre deste ano, período em que também diminuiu a alavancagem, a perda de base e o prejuízo líquido, como parte de uma estratégia com foco em rentabilidade e eficiência operacional.
A empresa reportou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 215,7 milhões, alta de 11,6% na comparação anual. A margem Ebtida, por sua vez, avançou 10,8 pontos percentuais (p.p.) e chegou a 54,4%, maior nível já registrado pela empresa, em função da redução da estrutura de custos.
O fluxo de caixa livre totalizou R$ 30,9 milhões, revertendo valor negativo de R$ 76,5 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
“Estamos consolidando os resultados da empresa na direção daquilo que prometemos há um ano: o básico bem feito, voltar a ser uma empresa sólida operacionalmente”, afirma Roger Solé, CEO da Alloha Fibra, em entrevista ao TELETIME.
Confira, a seguir, os principais indicadores da empresa no segundo trimestre.
Prejuízo líquido: 9,7 milhões;
Receita líquida: R$ 396,4 milhões (-10,6%);
Ebitda: R$ 215,7 milhões (+11,6%);
Margem Ebitda: 54,4% (+10,8 p.p.);
Fluxo de caixa livre: R$ 30,9 milhões;
Dívida líquida: R$ 2,5 bilhões;
Alavancagem: 3,36x.
Base e receita
A Alloha encerrou o segundo trimestre com 1,313 milhão de assinantes de banda larga. O total aponta cerca de 50 mil desconexões líquidas de contratos entre abril e junho (no trimestre imediatamente anterior, a perda tinha sido de aproximadamente 70 mil).
De acordo com Solé, após um processo de limpeza de base feito no ano passado, agora a empresa tem atuado de forma mais restritiva na ativação de clientes.
“O que temos feito é trabalhado com um critério muito mais restrito na aquisição de clientes, crédito restritivo, identificação positiva do usuário para evitar fraude”, explicou. “E viramos o nosso foco para os clientes de maior valor agregado – e não para clientes que entram e, depois de dois meses, saem porque acharam uma promoção”, acrescentou.
A diminuição da base provocou impactos sobre a receita, que caiu cerca de 10%, para R$ 396 milhões. A empresa, contudo, vê melhoras na receita média por usuário (ARPU), na ordem de 15%, além da diminuição do churn (rotatividade de clientes) – o indicador, que já esteve acima de 3%, caiu para 2,4% no segundo trimestre.
Prejuízo diminui
A Alloha fechou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 9,7 milhões, pressionado por despesas financeiras. O resultado, ainda que negativo, é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando as perdas somaram R$ 27,5 milhões.
“Quase está indo para zero. Estamos muito perto, mas não posso definir quando isso vai acontecer. Daqui a pouco deve acontecer”, indicou Solé.
Alavancagem e emissão internacional
Conforme o balanço, a Alloha Fibra reportou dívida líquida de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre. A alavancagem da empresa caiu para 3,36x, ante 3,49x no primeiro trimestre e 3,58x no fim do ano passado.
Segundo a diretoria da Alloha, diminuir o endividamento e trocar dívidas de curto prazo por compromissos mais longos são objetivos da atual gestão. Nesse sentido, a empresa concluiu na quinta-feira, 13, o processo de emissão de bonds internacionais no montante de US$ 350 milhões. Os títulos têm prazo de vencimento em 25 de fevereiro de 2032, com pagamento de juros semestrais.
De acordo com Solé, como os juros estão elevados no Brasil e os bancos estão mais restritivos na oferta de crédito, trabalhando com prazos curtos, a alternativa foi realizar uma captação no exterior.
“A vantagem é que são dívidas a mais longo prazo. No Brasil, os investimentos e a amortização ficariam muito próximos de novo. Agora, com vencimentos de cinco anos, temos tranquilidade para seguir no percurso de crescimento”, assegurou o CEO.
