V.tal reduz prejuízo e avança em conexões de banda larga no segundo trimestre
A V.tal reportou prejuízo líquido de R$ 138 milhões no segundo trimestre deste ano, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta quinta-feira, 13. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as perdas diminuíram 64%.
A empresa de rede neutra registrou receita de R$ 1,59 bilhão, baixa de 15% ante o mesmo período do ano anterior.
A queda no faturamento, em comparação anual, decorreu da conclusão da operação de extração e venda de sucata de cobre e do encerramento dos contratos comerciais de FTTH com a Oi (o que deu origem à Nio). Além disso, a Oi Soluções passou a ter um volume menor nos negócios de atacado da V.tal.
Segundo o balanço, a V.tal encerrou o segundo trimestre com 545 mil casas conectadas por meio da sua infraestrutura de fibra óptica (o número não inclui a base da Nio). Ao todo, foram 78 mil adições líquidas no primeiro semestre.
Confira, a seguir, os principais indicadores da empresa no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado.
Prejuízo líquido: R$ 138 milhões;
Receita líquida: R$ 1,59 bilhão (-15%);
Ebitda: R$ 635 milhões (+22%);
Margem Ebitda: 40% (+12 pontos percentuais);
Capex: R$ 502 milhões (-12%);
Dívida bruta: R$ 3 bilhões;
Alavancagem: 1,1x.
Ebitda, capex e dívida
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 635 milhões no segundo trimestre, alta anual de 22%. A margem, por sua vez, avançou 12 pontos percentuais, chegando a 40%.
Segundo a V.tal, os indicadores foram puxados pela crescente base de outros tenants com o produto FTTH e pela redução de cursos operacionais, especialmente as despesas não recorrentes da Oi Services.
O capex teve queda de 12%, somando R$ 502 milhões, muito em função dos desembolsos feitos no ano passado para construção do data center Mega Lobster (TFOR3) em Fortaleza. “O capex no 2T26 foi direcionado à expansão das linhas de negócio da rede neutra da V.tal e Nio em relação ao trimestre anterior”, acrescenta a empresa.
A companhia encerrou o segundo trimestre com dívida bruta de aproximadamente R$ 3 bilhões. O montante reflete a nova captação de R$ 564 milhões realizada no segundo trimestre. A alavancagem ficou 1,1x – já a alavancagem utilizada para fins de covenants financeiros e apurada no semestre foi de 1,95x.
Nio e Tecto
De acordo com o balanço da V.tal, a Nio, empresa de banda larga do grupo que nasceu após a aquisição da Oi Fibra, registrou adições líquidas positivas de 18 mil assinantes no segundo trimestre. Inclusive, o período foi o primeiro em que a empresa teve saldo positivo de entrada de clientes em todos os meses.
Já a Tecto, subsidiária de data centers, está avançando nas obras dos seus próximos complexos, incluindo a terraplanagem em Santana de Parnaíba (SP), o início da operação da data center TBAQ3 em Barranquilla (Colômbia) e a obtenção de licenças para começar a construir uma unidade em Porto Alegre.
