Terça-feira, 22 de Setembro de 2026

Para Watch, comunicação é essencial para o sucesso do streaming dos ISPs

João Marcelo Silva, diretor comercial da plataforma agregadora de canais por streaming Watch, vê o conteúdo como uma estratégia central do provedor de Internet na disputa de mercado, mas reconhece que há ainda um grande desafio de fazer não só o ISP, mas também os usuários, entenderem a relevância da oferta de canais. Ele participou esta semana do +TV Forum, evento organizado pela TELETIME e pela Tela Viva que trata dos novos negócios da TV, em um painel com todos os principais players do mercado de conteúdos por assinatura.

“O nosso grande desafio como Watch é fazer, como parceiro do provedor, que ele perceba valor no nosso conteúdo e passe isso para o cliente”, disse. Para ele, contudo, é fácil comprovar, com números, essa relevância. “É possível medir esse nível de sucesso por vários critérios: ativação, playtime, quanto ele fica conectado no serviço (de streaming)… tudo isso pode ser medido e ver o que faz sentido”.

Ele chamou a atenção para a importância de um olhar regional para a oferta de streaming, buscando conteúdos que façam sentido. “O mercado de banda larga brasileiro é muito heterogêneo. Há lugares em que o ticket médio é de R$ 49,90 (na banda larga), então temos que achar alternativas que atendam a esse consumidor, façam o conteúdo ser relevante e criem uma dependência emocional desse conteúdo”.

Ele explica que a jornada começa com o empacotamento do produto. “Adaptamos nosso hub de streaming junto a parceiros de conteúdo trazendo portfólios diferenciados. Pensamos em diferentes perfis de cliente, abrangência, sensibilidade a preço e profundidade”.

Nesse caminho, a Watch entende também ser importante atuar na comunicação do parceiro. “O conteúdo é a parte mais relevante disso na ponta. O desafio é conseguir tangibilizar todo esse conteúdo para que o usuário entenda tudo aquilo que ele tem”.

“Nosso objetivo é fazer com que o cliente veja valor no produto que está adquirindo. Que ele consiga assistir com facilidade e retorne para a plataforma”, disse João Marcelo Silva.

Ele destaca ainda o modelo do Watch Free, que é uma modalidade do serviço que conta com canais FAST (bancados por publicidade), que pode ser assistido sem custo pelo consumidor e funciona como uma porta de entrada para os conteúdos pagos, de maior valor.

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