Algar tem prejuízo de R$ 53,9 milhões no segundo trimestre
A Algar apresentou na noite da última terça-feira, 11, resultados financeiros do segundo trimestre que apontaram um leve aumento no faturamento líquido do grupo mineiro (+1,2% ano contra ano, para R$ 732 milhões). No entanto, a empresa voltou a registrar prejuízo, desta vez de R$ 53,9 milhões.
Embora negativa, a cifra representou melhora de 5,9% ante resultado do mesmo período de 2025. No segundo tri de 2026, o impacto de despesas financeiras afetou o número. Já no acumulado do primeiro semestre, a Algar acumula prejuízo de R$ 108,3 milhões.
Na frente operacional, o avanço de receitas no trimestre foi sustentado pelo desempenho da unidade de consumo B2C (+4,4%), enquanto o negócio corporativo (B2B) registrou leve queda (-0,5%), “refletindo a continuidade da estratégia de qualificação da carteira e a priorização de serviços com maior rentabilidade”.
No período, a Algar também destacou avanços no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), na margem Ebitda, no fluxo de caixa operacional livre e queda na alavancagem para o menor nível desde 2024.
Já o investimento da empresa caiu 13,8% ano contra ano, para R$ 87,6 milhões no segundo trimestre. Confira detalhes dos números:
Receita líquida: R$ 732 milhões (+1,2% a/a)
Receita líquida B2B: R$ 469,7 milhões (-0,5% a/a)
Receita líquida B2C: R$ 262,3 milhões (+4,4% a/a)
Ebitda: R$ 308,8 milhões (+3% a/a)
Margem Ebitda: 42,2% (+0,8 p.p.)
Investimentos (capex): R$ 87,6 milhões (-13,8%)
Capex operacional/receita líquida: 12% (-2 p.p.)
Fluxo de caixa operacional livre: R$ 202,8 milhões (+45,9%)
Dívida líquida: R$ 2,658 bilhões
Dívida líquida/Ebitda: 2,18x (-0,58x)
Resultado financeiro líquido: despesa de R$ 133,5 milhões (+13,8%)
Prejuízo líquido: R$ 53,9 milhões (-5,9%)
Internet das Coisas
Nesta semana, a Algar anunciou a venda da sua unidade de conectividade de Internet das Coisas (IoT) à Arqia, controlada do grupo Wireless Logic.
O negócio de R$ 720 milhões permitirá a “captura de valor de um negócio desenvolvido ao longo dos últimos anos e que alcançou posição de destaque no mercado brasileiro de IoT”, afirma a empresa, projetando também redução de alavancagem e maior flexibilidade para próximos ciclos de investimentos.
Na unidade B2B da Algar, a linha de serviços relacionada ao machine-to-machine (M2M) foi a única que cresceu no segundo trimestre, somando R$ 39,9 milhões (+34,3% ano contra ano). No acumulado do primeiro semestre, o M2M somou R$ 79,1 milhões em receitas líquidas para a Algar (+29,7%).
Consumo
Ao consumidor de varejo, a banda larga da empresa cresceu 7% em faturamento (para R$ 138,2 milhões) e os serviços móveis, 1,2% (alcançando R$ 87,8 milhões).
“Nos serviços móveis, o crescimento da receita pós-paga contribuiu para compensar parcialmente a redução observada no pré-pago, refletindo a estratégia de fortalecimento dos segmentos de maior valor agregado”, afirmou a empresa mineira.
