Brisanet inicia venda de chips no Centro-Oeste em agosto e espera acelerar no móvel
A Brisanet vai começar a vender chips de telefonia móvel no Centro-Oeste no próximo dia 26 de agosto, após breve adiamento do plano inicialmente previsto para julho.
A empresa alocou R$ 100 milhões em investimentos na região e planeja encerrar 2026 com a operação em funcionamento em 62 cidades de Goiás e 53 do Mato Grosso do Sul, totalizando 115 municípios cobertos com 4G e 5G.
O planejamento ainda prevê cobrir todas as cidades do Nordeste (onde a empresa já conta com cerca de 1,1 milhão de clientes e cobertura que alcança mais de 16 milhões de habitantes) e do Centro-Oeste até 2030, mas a operadora também considera antecipar a meta para 2029.
A estratégia foi detalhada pelo CEO da Brisanet, José Roberto Nogueira, em conferência com analistas nesta quarta-feira, 12, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre na véspera.
“Estamos entregando o primeiro lote de cidades abaixo de 30 mil habitantes no Centro-Oeste. No nosso modelo de negócio, isso não é peso, pois conseguimos construir uma rede com eficiência. O investimento é o mesmo [de uma grande cidade] e o retorno é mais rápido nas pequenas”, destacou o executivo.
“Queremos aproveitar uma janela de oportunidade, pois as grandes não vão às pequenas cidades antes de 2030”, acrescentou.
Especificamente sobre o Centro-Oeste, segundo o CEO, em cidades de até 20 mil habitantes, a operação será feita em parceria com provedores locais. Acima desse volume populacional, as atividades serão conduzidas diretamente pela Brisanet.
Aceleração de receitas e ARPU no móvel
A diretoria da Brisanet também informou que espera acelerar as receitas de telefonia móvel no segundo semestre deste ano – o faturamento da vertical, vale lembrar, somou R$ 58,9 milhões no segundo trimestre, alta anual de quase 12%.
Ao longo dos próximos meses, diversas promoções devem ser encerradas, de modo que os usuários passem a pagar o preço cheio pelo serviço. A receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) de telefonia móvel da empresa gira em torno de R$ 20 atualmente.
“A partir deste semestre, o ARPU vai crescer mês a mês, chegando a R$ 25 até o fim do ano. E vamos buscar um ARPU permanente em torno de R$ 30 a partir de 2027”, afirmou Nogueira.
Ocupação da rede de banda larga
Na banda larga, a estratégia da Brisanet é ocupar a rede existente e elevar o ARPU, que chegou a R$ 92,65 no segundo trimestre, alta de 4% ante o primeiro trimestre e 5,8% na comparação anual.
Isso tem sido feito por meio da ativação de assinantes com base em análises mais rígidas de score de crédito e da cobrança de preços de entrada mais elevados do que os praticados por concorrentes.
“Vamos trabalhar fortemente para melhorar o ARPU de banda larga. Entendemos que a Internet precisa pagar a conta do reinvestimento”, frisou o CEO.
Nogueira também salientou que, pelos próximos dois anos, a Brisanet não planeja construir rede de fibra óptica. O take-up rate (taxa de penetração na rede) alcançou 21,3%.
“Vamos adicionar cliente nos próximos dois anos com a mesma infraestrutura”, asseverou.
B2B da Brisanet
A Brisanet também enxerga a oferta de serviços corporativos (B2B) como outra frente de crescimento. Atualmente, o segmento representa cerca de 7,5% das receitas da empresa, tendo crescido 17,7% na comparação anual do segundo trimestre.
“Todo o custo e opex dessa rede que vai atender o B2B, já está pago pela banda larga B2C. Diferentemente de empresas que fazem acesso exclusivo para o B2B, a nossa rede é a mesma, pois está na frente de todos prédios comerciais, governos e pessoas físicas. O acesso já está incluído e temos uma oportunidade de mercado”, avaliou o CEO.
“Estamos reestruturando o B2B e vamos acelerar as receitas no futuro”, complementou.
