Starlink confirma interesse em rede móvel terrestre nos Estados Unidos
A SpaceX confirmou o interesse em tornar a Starlink, sua unidade de conectividade via satélite, uma prestadora de serviços móveis nos Estados Unidos e se diz posicionada para competir com as três grandes teles norte-americanas (AT&T, Verizon e T-Mobile).
Em conferência de resultados na terça-feira, 4, após a divulgação do balanço do segundo trimestre, a presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, assegurou que a Starlink terá condições de competir no mercado móvel. A possibilidade desse movimento já vinha sendo comentada pela empresa antes do processo de abertura de capital.
A empresa, em linhas gerais, aposta no reforço de capacidade de seus satélites de próxima geração e em um acordo envolvendo 65 MHz espectro adquirido da Echostar. Atualmente, a tecnologia de comunicação direta entre a constelação Starlink e celulares (direct to device, ou D2D) usa apenas 5 MHz de largura de banda das operadoras locais.
De acordo com a executiva, o espectro adquirido possui componentes terrestres para redes móveis, o que viabiliza a atuação como operadora de telefonia móvel no território norte-americano. A ideia inicial, contudo, não é instalar torres de celular tradicionais.
“Você poderia instalar uma estação rádio base no mesmo equipamento que sustenta a antena de banda larga da Starlink”, afirmou a executiva.
“É possível ter essas pequenas femtocélulas espalhadas pelo país e implantá-las conforme a necessidade. Não é preciso necessariamente gastar bilhões de dólares em espectro de baixa frequência logo de início, antes mesmo de implantar o sistema”, acrescentou.
De acordo com informações publicadas pelo site Mobile World Live, a presidente da SpaceX não apresentou estimativas de investimento para o eventual projeto de expansão de infraestrutura terrestre.
