Domingo, 5 de Abril de 2026

IBGE: Celular está em 96,7% dos domicílios, enquanto telefone fixo só aparece em 9,5% das casas

A posse de telefone celular segue em alta rumo à universalização enquanto a do telefone fixo convencional recua em ritmo elevado, mostram os dados da PNAD Contínua Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD TIC 2023), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentam um retrato do acesso a tecnologias no país, como TV, telefone, microcomputador, internet e dispositivos inteligentes, por exemplo. 

A parcela dos domicílios com telefone celular era de 93,1% em 2016, e aumentou para 96,6% em 2022 e 96,7% em 2023. A presença é menor nas áreas rurais (91,2%) que nas urbanas (97,5%). Na análise regional, a maior presença aparece no Centro-Oeste (98,5%), enquanto a menor é no Nordeste (94,6%). 

 Se o celular cresce nos últimos nove anos, mas em ritmo lento, a queda do telefone fixo se dá em velocidade maior. O aparelho convencional, que estava em 32,9% das casas em 2016, caiu para 12,3% em 2022 e 9,5% em 2023. 

 “O telefone celular está chegando perto da universalidade, enquanto se vê uma queda rápida do telefone fixo”, afirma o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, responsável pela pesquisa. 

 No caso do telefone fixo, essa presença tem um perfil regional diferente do que tradicionalmente se vê em outros indicadores. A região Sudeste tinha o maior percentual de domicílios com telefone fixo convencional (14,4%), ao passo que esse percentual foi de apenas 3,3% e 3,4% nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente. 

 

 

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