Grupo TIM volta ao lucro e inicia ‘novo capítulo’ com mudança de controlador
O Grupo TIM (antiga Telecom Italia), dono da TIM Brasil, voltou ao lucro no segundo trimestre deste ano, reportando ganhos de 88 milhões de euros (aproximadamente R$ 515,2 milhões), de acordo com balanço financeiro divulgado na noite de quarta-feira, 29.
O resultado representa melhora ante prejuízo de 8 milhões de euros no mesmo período do ano passado e também reverteu parcialmente as perdas do grupo no primeiro trimestre, quando houve prejuízo de 292 milhões de euros.
A companhia ainda registrou alta de 5,7% nas receitas no segundo trimestre, na comparação anual, totalizando 3,5 bilhões de euros.
Em comunicado, o CEO do Grupo TIM, Pietro Labriola, afirma que os resultados confirmam a transformação pela qual a companhia vem passando nos últimos cinco anos. O executivo ainda comentou que o Grupo TIM está iniciando “um novo capítulo” após o aprovação e início da oferta pública da Poste Italiane. Na prática, a estatal de serviços postais vai se tornar o acionista controlador da tele.
Sobre essa movimentação, Labriola ressaltou que “o destino não muda, o que muda é a velocidade com que podemos alcançá-lo”.
“No segundo trimestre, registramos uma clara aceleração da rentabilidade e a retomada do crescimento em nossas operações domésticas, superando gradualmente os efeitos temporários que marcaram o início do ano. A TIM segue fortalecendo seu papel como protagonista na transformação digital do país, enquanto a TIM Brasil prossegue em sua trajetória de crescimento”, destacou Labriola.
Papel do Brasil
A TIM Brasil, vale destacar, responde por cerca de 33% da receita do Grupo TIM – na conversão cambial, contribuiu com 1,18 bilhão de euros, alta de 5,5%.
Na Itália, o avanço foi mais modesto (+1,2%), mas o montante total ainda é praticamente o dobro (2,33 bilhões de euros) do apurado no Brasil.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do Grupo TIM somou 1,17 bilhão de euros no segundo trimestre, uma expansão anual de 4,2%.
Neste caso, a operação brasileira superou a italiana, sendo responsável por 602 milhões de euros (+6,1%) contra 578 milhões de euros (+1,8%), respectivamente.
Na terça-feira, 28, em coletiva de imprensa após a divulgação dos resultados do segundo trimestre, o CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, comentou que a eventual mudança de controlador da matriz não deve afetar as estratégias conduzidas no território brasileiro.
“Do nosso lado, podemos dizer que vamos pertencer a um grupo patrimonialmente mais forte. Isso tem um benefício de alocação de capital, é uma flexibilidade que podemos ter aqui. A Telecom Italia, ao longo dos últimos anos, conseguiu reduzir a própria dívida e esse passo potencializa ainda mais esse percurso”, disse Griselli. “A Poste já disse que somos um elemento importante para a estratégia deles”, complementou.
Endividamento
Na Itália, o Grupo TIM ainda informou que fechou o segundo trimestre com 447 milhões de euros em investimentos (+13,7%).
A dívida financeira líquida ajustada após arrendamentos, por sua vez, ficou em 7,28 bilhões de euros, um incremento de 88 milhões de euros na comparação com o fechamento do primeiro trimestre. A alavancagem ficou em 1,94x.
Grupo TIM (Resultados Globais)
Lucro Líquido: 88 milhões de euros (aproximadamente R$ 515,2 milhões). Isso reverte o prejuízo de 8 milhões de euros do mesmo período do ano anterior e parte do prejuízo de 292 milhões de euros do primeiro trimestre.
Receita Total: 3,5 bilhões de euros (alta de 5,7% na comparação anual).
Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização): 1,17 bilhão de euros (crescimento de 4,2%).
Dívida Financeira Líquida Ajustada: 7,28 bilhões de euros (aumento de 88 milhões de euros em relação ao trimestre anterior).
Alavancagem: 1,94x.
Investimentos: 447 milhões de euros (alta de 13,7%).
TIM Brasil
Receita: 1,18 bilhão de euros (alta de 5,5%). A operação brasileira é responsável por cerca de 33% da receita total do Grupo TIM.
Ebitda: 602 milhões de euros (alta de 6,1%), superando os números da operação italiana.
Operação na Itália
Receita: 2,33 bilhões de euros (crescimento de 1,2%), representando praticamente o dobro do montante apurado no Brasil.
Ebitda: 578 milhões de euros (alta de 1,8%).
