Terça-feira, 25 de Agosto de 2026

Starlink tem recuo na velocidade de download no Brasil, aponta Ookla

Segundo maior mercado do mundo para a Starlink, o Brasil registrou recuo nas velocidades de download oferecidas pelo serviço. É o que indicou relatório da Ookla, dona da ferramenta Speedtest. A análise também apontou que a operadora de Internet via satélite concentra quase 10% do atendimento de banda larga em áreas rurais do País.

Ao TELETIME, a Ookla informou que a velocidade de download média registrada pela Starlink no País foi de 93,55 Mbps em junho, com upload de 18,62 Mbps. Na série histórica, a performance do download ao fim do segundo tri ficou abaixo de pico de 113,5 Mbps registrado no Brasil em dezembro de 2025.

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Pico de velocidade média de download da Starlink registrado pela Ookla foi em dezembro de 2025, conforme linha verde. Em junho de 2026, indicador ficou em 93,55 Mbps. Fonte: Ookla

 

Outro aspecto destacado pela Ookla foram variações no serviço da Starlink ao longo de um dia. No Brasil, a performance média de download alcançou picos de 149,5 Mbps durante as madrugadas do primeiro trimestre. Já por volta das 13h, quando há mais usuários ativos, o indicador caía para média de 90,6 Mbps.
Ainda assim, a média da diferença entre a velocidade de pico e o menor desempenho da Starlink ao longo de um dia melhorou desde o terceiro trimestre de 2025, mostra a Ookla. O indicador já apontou 49% de discrepância, passando para 29% em junho, o que denota avanço na gestão do congestionamento de rede.

Mercado
O relatório destacou a Starlink como operadora de banda larga com maior taxa de crescimento de base no Brasil nos cinco primeiros meses do ano (20,5%, contra 4% da segunda colocada TIM). Nas estatísticas de maio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a empresa de satélites somava 791 mil clientes.

Ainda que aponte participação de mercado da provedora em áreas rurais se aproximando de 10% (considerando a amostra de testes realizados a partir do Speedtest), a Ookla calcula que o serviço tenha mais assinaturas totais em locais altamente urbanizados do que nas áreas com perfil rural.

“A Anatel informa milhares de clientes da Starlink em cidades densamente urbanizadas, como Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. […] Nas localidades onde o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica o grau de urbanização como ‘alto’, a Anatel registrou um total de 347,9 mil assinaturas da Starlink em maio de 2026”.

Como esperado, a penetração do serviço é maior onde não há oferta de fibra óptica pelos provedores. “Quanto mais usuários da Starlink uma área possui, menor é a presença de fibra óptica, confirmando que os mercados mais fortes da Starlink são justamente os locais onde a fibra ainda não chegou”, diz a Ookla.

Precificação da Starlink e mobilidade
Já no âmbito da precificação, a análise aponta uma postura comercial mais agressiva do serviço oferecido pela subsidiária da SpaceX.

“A estratégia de preços da Starlink vem evoluindo desde que a empresa lançou seus serviços no País, há quatro anos. Inicialmente, os preços da companhia eram muito mais altos do que os cobrados pelos provedores locais, mas a Starlink vem reduzindo seus valores à medida que amplia sua constelação de satélites e a capacidade de sua rede”.

Outro aspecto avaliado foi a mobilidade de usuários do serviço. No primeiro semestre de 2026, mais de 12% dos clientes da Starlink registraram testes no Speedtest em mais de duas localidades (contra 2-4% das principais provedoras de banda larga), e quase 5% usaram o sinal de Wi-Fi do serviço em mais de três localidades.

 

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