Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026

Telefónica cresce e revisa projeções apoiada por Brasil e Espanha

Puxada pelas atividades no Brasil e na Espanha, a Telefónica, dona da Vivo, reportou receita de 8,26 bilhões de euros (aproximadamente R$ 48,7 bilhões) no segundo trimestre, alta anual de 3%, de acordo com balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira, 29.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado do grupo avançou 6,4%, para 2,93 bilhões de euros.

Já o lucro líquido ajustado da multinacional somou 473 milhões de euros no segundo trimestre. Apesar de positivo, o resultado é 20,6% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado, em função de gastos com reestruturação.

Em comunicado, a Telefónica afirma que está posicionada para cumprir todos os objetivos financeiros estabelecidos para este ano. Inclusive, revisou para cima a meta de crescimento do fluxo de caixa operacional ajustado após arrendamentos, passando de mais do que 2% para mais do que 3%.

Vivo impulsiona resultados
A Vivo, mais uma vez, foi um dos destaques do balanço. A operadora brasileira reportou, na conversão cambial, 2,68 bilhões de euros em receitas, alta de 17,8% ante o segundo trimestre do ano passado. O faturamento só ficou abaixo do apurado na Espanha (3,27 bilhões de euros).

Contudo, o Ebtida ajustado da Vivo, na casa de 1,16 bilhão de euros (+21,6%), foi o maior entre todas as operações do grupo – pouco acima do indicador na Espanha (1,15 bilhão de euros) e quase o dobro do registrado na Alemanha (592 milhões de euros).

O capex da Telefónica somou 1,04 bilhão de euros no segundo trimestre, alta de 3,9% ante o mesmo período do ano passado. A Vivo foi a principal responsável pelo montante em investimentos, desembolsando 439 milhões de euros no período.

Endividamento
Conforme o balanço, o grupo Telefónica ainda conseguiu reduzir a dívida financeira líquida em 64 milhões de euros no segundo trimestre, fechando junho com um endividamento de 25,2 bilhões de euros.

Os resultados levam em conta apenas as operações continuadas, ainda incluindo os negócios no México, cuja unidade vendida no início de abril ainda depende de aprovações regulatórias.

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