Domingo, 23 de Agosto de 2026

Vivo quer modelo de one-stop-shop de serviços de Inteligência Artificial

A Vivo quer se tornar uma agregadora de serviços de IA ao consumidor final, incluindo os serviços como parte da oferta de serviços digitais, como hoje faz com plataformas de streaming de música e vídeo.

Como produto, o foco da Vivo nesse momento tem sido na oferta dos serviços como valor agregado ao consumidor, como uma assinatura incluída no plano, ou com desconto, como acontece com a oferta do Perplexity e agora em parceria com a Gemini.

“O que eu enxergo aqui, se a gente olhar os OTTs de vídeo, a Vivo está gerando mais ou menos R$ 900 milhões de receita. São 4,9 milhões de clientes que compram uma assinatura do Netflix, ou da Globoplay, ou de qualquer outra rede de OTTs de vídeo através da Vivo”, explicou Christian Gebara, CEO da operadora, durante a conferência de divulgação dos resultados do segundo trimestre.

O mesmo vai valer para os serviços de IA, diz Gebara. “A Vivo se tornou um canal de distribuição de entretenimento e se tornou um canal de parceria com essas empresas. Isso é uma analogia do que vai acontecer com IA, a Vivo vai ser uma plataforma de distribuição dessas assinaturas de IA. Começamos com um modelo gratuito com muito boa adesão, e queremos trabalhar com todos, sem exclusividade. A gente acredita que cada vez mais essas empresas vão nos procurar como canais de distribuição”.

O modelo é de revenue sharing, mas sempre com margem positiva. “Temos a visão de ser one-stop-shop em IA, como é com streaming”.

Redução de custos
O avanço do uso de Inteligência Artificial pela Vivo tem tido, nesse momento, um forte impacto na ampliação de eficiência e redução de custos da empresa. Sem dar números exatos, o CEO da operadora, destaca que nesse momento os investimentos têm sido relevantes na captura de eficiência de processos e otimização do planejamento, e em breve a operadora deve iniciar um piloto de ampliação de uso de IA no atendimento.

“Não tenho um número concreto para te dar [em relação ao ganho de produtividade], mas com certeza tem aumentado a nossa eficácia e eficiência em alguns processos importantes. Nós vamos lançar um projeto maior nos call centers, um piloto mais abrangente a partir de setembro, que vai fazer com que muitas ligações sejam respondidas por agentes de AI generativa”.

Ele também destaca como iniciativas a otimização de processos de licitações públicas, para a compreensão dos editais, e também nos pontos de venda para dar informação mais precisas para os atendentes. E na parte de infraestrutura, iniciativas de otimização. “Temos usado muito e aprendemos onde colocar a rede de maneira muito mais precisa. Também estamos colocando IA e machine learning na identificação proativa de problemas”.

Gebara não vê, nesse momento, o crescimento de IA, tanto no uso interno da operadora, quanto na oferta, com impactos relevantes nos custos da empresa. Na parte de uso interno, a Vivo diz que tem adotado IA com controle e parcimônia para evitar um aumento nos custos de tokens. E na parte de rede, ele ainda não vê com preocupação o aumento de tráfego a ponto de impactar a infraestrutura.

Compartilhe: