Terça-feira, 25 de Agosto de 2026

Terras indígenas reciclam 2,4 toneladas de pilhas no Norte do país

Mais de 2,4 toneladas de pilhas e baterias portáteis deixaram de contaminar o meio ambiente em territórios indígenas da Amazônia. A iniciativa, realizada em comunidades do Amazonas e de Roraima, reforça a importância da logística reversa para proteger rios, florestas e a saúde das populações tradicionais.

Ao longo de 2025, foram recolhidos 2.407,5 quilos de pilhas e baterias nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami, em Boa Vista (RR), e Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM). O material recebeu destinação ambientalmente adequada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), o Ministério da Saúde e a Green Eletron.

A ação faz parte das estratégias de promoção do saneamento em territórios indígenas e vai além da coleta dos resíduos. Equipes também realizam atividades de educação ambiental nas comunidades, com apoio dos Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN), orientando sobre o descarte correto de pilhas e baterias.

O desafio é significativo. Segundo a SESAI, o consumo desses materiais é elevado nas aldeias, enquanto as dificuldades de transporte e acesso dificultam o retorno adequado dos resíduos. Somente em 2024, mais de 11 toneladas de pilhas e baterias estavam acumuladas em unidades de saúde indígenas, evidenciando a necessidade de ampliar a logística reversa na região.

Quando descartadas de forma inadequada, pilhas e baterias podem liberar metais pesados e outras substâncias tóxicas capazes de contaminar o solo, os rios e comprometer ecossistemas essenciais para a sobrevivência das comunidades indígenas.

Para a Green Eletron, a operação demonstra que é possível levar soluções ambientais até áreas de difícil acesso. “Conseguimos chegar a locais onde há alta complexidade logística, mas nos quais os benefícios da coleta são ainda maiores. A parceria com a SESAI reforça nosso trabalho em garantir que cada pilha e bateria descartada receba a destinação ambientalmente correta, contribuindo para a saúde das comunidades e a preservação do meio ambiente”, afirma Ademir Brescansin, gerente executivo da organização.

A expectativa é que a iniciativa fortaleça a gestão ambiental nos territórios indígenas e contribua para reduzir a contaminação causada pelo descarte irregular de resíduos, preservando recursos naturais fundamentais para as atuais e futuras gerações.

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