Abinee pede medidas para reduzir impactos do tarifaço dos EUA
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) participou, na segunda-feira (21), de uma reunião promovida pelo governo federal para discutir os impactos da tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros exportados ao país. O encontro reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério da Fazenda e do Ministério das Relações Exteriores.
Segundo a Abinee, a medida anunciada pelo governo norte-americano alcança 90,9% do valor das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos em 2025. O mercado norte-americano representa 26% das exportações da indústria elétrica e eletrônica brasileira, o que amplia os impactos para o setor.
Durante a reunião, o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, defendeu que o governo brasileiro adote ações imediatas para preservar a competitividade das empresas e manter o acesso ao mercado externo. A entidade também descartou, neste momento, a adoção de medidas de retaliação comercial.
Barbato destacou que, em 2025, o setor registrou superávit comercial de US$ 2,7 bilhões em favor dos Estados Unidos, argumento que, segundo ele, torna a imposição das tarifas injustificável. O executivo afirmou ainda que, nos últimos cinco anos, as exportações brasileiras de produtos elétricos e eletrônicos para o mercado norte-americano cresceram cerca de 80%.
De acordo com a associação, redirecionar a produção destinada aos Estados Unidos para outros mercados não é uma alternativa simples. Muitos equipamentos são desenvolvidos para atender normas técnicas, regulamentações e especificações específicas de cada país, o que dificulta sua comercialização em outros destinos.
Como forma de reduzir os impactos da nova tarifa, a Abinee propôs ao governo a ampliação dos programas de apoio às exportações, com reforço nas linhas de crédito, garantias e seguros para exportadores. A entidade também defendeu o fortalecimento das ações de promoção comercial e a abertura de novos mercados internacionais para as empresas brasileiras do setor elétrico e eletrônico.
