Abinee classifica tarifaço dos EUA de ‘injustificável’ e pede isenções
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) classificou as tarifas de 25% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros como “injustificáveis”, em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 16.
A entidade afirma que o Brasil não adota práticas discriminatórios ou restritivas no comércio exterior com os Estados Unidos. Inclusive, sustenta que, no setor de eletroeletrônicos, o fluxo de comércio entre os dois países gera superávit para os norte-americanos.
Segundo a Abinee, em 2025, o Brasil teve saldo negativo de US$ 2,7 bilhões (aproximadamente R$ 13,8 bilhões) em negócios envolvendo produtos eletroeletrônicos com os Estados Unidos. As exportações totalizaram US$ 2,1 bilhões, abaixo dos US$ 4,8 bilhões em importações.
O segmento mais afetado, de acordo com a associação, é o elétrico, com destaque para transformadores, motores, geradores e componentes para equipamentos industriais. A entidade também fez campanha, junto a autoridades brasileiras, para que os produtos do segmento de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica entrassem na lista de isenções do tarifaço.
“O momento é de muita preocupação, pois o mercado norte-americano é importantíssimo para o nosso setor”, diz o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, em nota.
A Abinee ainda afirma que defende a preservação do diálogo entre os dois países e acredita no caminho diplomático como forma de solucionar a imposição de tarifas sobre as exportações brasileiras. O governo dos Estados Unidos, por sua vez, diz que se mantém aberto a novas negociações.
